Estatal russa deve aumentar produção de petróleo no Curdistão

Campo de extração de Tawke, no norte do Iraque

Campo de extração de Tawke, no norte do Iraque

AP
A cerca de apenas 50km de distância de Mossul, onde as fronteiras entre os territórios ocupados pelo Estado Islâmico encontram os governos do Iraque e da região autônoma do Curdistão e o conflito militar é realidade, a petrolífera russa não vê riscos maiores e promete aumentar a exploração do óleo na região.

O porta-voz da segunda maior petrolífera russa, Gazprom Neft, declarou que, em 2017, a empresa pretende aumentar a produção de petróleo no Curdistão em 17%, ou seja, para 220 mil toneladas por ano.

“Apesar das ações militares na Síria e no Iraque, a Gazprom Neft não pretende congelar sua produção no Curdistão iraquiano”, declarou o representante da estatal, subsidiária da gigante do gás Gazprom.

No território do Curdistão iraquiano, a Gazprom Neft explora três jazidas: Halabja e Shakal (a Gazprom tem 80% das ações dos dois projetos, os restantes 20% pertencem ao governo regional do Curdistão) e Garmian, onde a Gazprom tem 40% das ações.

Infográfico: Aliona RépkinaInfográfico: Aliona Répkina

De acordo com estimativas do final de 2013, as reservas geológicas das três jazidas ultrapassavam 1 bilhão de toneladas de petróleo.

"As petrolíferas que trabalham a apenas 50 km da área do conflito militar entre os combatentes certamente estão cientes dos riscos. Acredito que os centros de produção são bem protegidos pelas empresas de segurança”, diz Marat Têrterov, fundador e diretor executivo do clube Brussels Energy.

"No momento, a Gazprom Neft não vê riscos que possam afetar o nosso trabalho no Curdistão iraquiano", disse o diretor-geral da empresa, Aleksander Dukov, citado pelo veículo RBC.

"É possível transportar petróleo extraído das jazidas do Curdistão iraquiano à Turquia através do oleoduto Kirkuk-Ceyhan", diz o analista principal do Fundo Nacional de Segurança Energética da Rússia, Ígor Iuchkov. 

Um total de 26 empresas de vários países exploram atualmente o petróleo nos territórios do Curdistão iraquiano, incluindo Noruega, Áustria, Inglaterra e Turquia.

Com as agências de notícias

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