Fórum de São Petersburgo gera acordos de mais de US$ 15 bi

Pútin em discurso durante o Spief-2016

Pútin em discurso durante o Spief-2016

Artiom Korotaiev/TASS
Secretário-geral da ONU e presidente da Comissão Europeia participaram do evento.

Os participantes do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (Spief, na sigla em inglês) assinaram 332 acordos durante o evento deste ano, movimentando um total de US$ 15,8 bilhões, informou o secretário executivo da comissão organizadora do fórum, Anton Kobiakov. No ano passado, o volume das negociações foi três vezes menor: 205 acordos, no valor total de US$ 4,5 bilhões.

“No ano passado, os parceiros estrangeiros estavam preocupados com o futuro da economia russa, mas hoje está claro que o sistema financeiro do país conseguiu se adaptar às novas condições”, disse o diretor do banco VTB Asset Management, Vladímir Pankratov.

Segundo ele, neste ano, representantes de empresas ocidentais e asiáticas mostraram mais interesse pelos negócios com a Rússia. O Spief-2016 contou com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e do presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbáiev, entre outras autoridades. Também contou com a participação de grandes empresários, como o fundador do site de compras Alibaba, Jack Ma, e o diretor da ExxonMobil.

Em 2015, o único alto funcionário estrangeiro que participou do fórum foi o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que decidiu visitar São Petersburgo para negociar um empréstimo. Na época, analistas consideraram as sanções ocidentais contra a Rússia um dos motivos da baixa participação internacional no evento.

Inovação

A edição deste ano teve como tema principal a inovação. “A introdução de inovações garantirá o crescimento econômico independentemente do modelo político", disse Guêrman Gref, diretor do maior banco russo, o Sberbank, e ex-ministro do Desenvolvimento Econômico. Segundo ele, em qualquer sistema político, é preciso investir no aumento da produtividade e na melhoria da gestão.

Segundo Arkádi Vôloj, diretor da Yandex, maior empresa de TI russa, a companhia já está ajudando a automatizar as empresas metalúrgicas do país. De acordo com estimativas da empresa de consultoria McKinsey, a introdução de tecnologias modernas nessa indústria ajudará a economizar US$ 115 bilhões por ano, incluindo um valor de US$ 20 a 40 bilhões devido ao aumento da produtividade do trabalho e US$ 15 bilhões devido ao uso consciente de recursos.

Reformas

Durante o fórum, representantes do governo russo anunciaram a criação de duas novas estruturas que ajudarão a introduzir novas tecnologias no país: a Agência de Desenvolvimento Tecnológico e o Conselho Presidencial para Desenvolvimento Estratégico.

A agência será responsável pela importação de novas tecnologias. As maiores empresas do país serão obrigadas a utilizar as melhores tecnologias para atender aos padrões ambientais. O órgão também ajudará empresários russos a criar joint ventures com companhias estrangeiras.

O Conselho Presidencial para Desenvolvimento Estratégico, que será encabeçado pelo presidente da Rússia, Vladímir Pútin, será uma espécie de escritório de projetos, que irá elaborar as reformas mais significativas do país. Segundo Pútin, o principal objetivo do conselho será o aumento da produtividade em vários setores da economia. De acordo com o jornal RBC, o novo conselho pode se tornar uma plataforma política para Pútin durante as eleições de 2018.

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