Governo espera atrair US$ 12,5 bilhões com nova rodada de privatizações

São esperados US$ 750 milhões com a venda das ações da Alrosa

São esperados US$ 750 milhões com a venda das ações da Alrosa

Anatóli Strunin/TASS
Processo iniciado com diamantífera Alrosa estará aberto a investidores estrangeiros, mas sob certas condições. China é uma das maiores interessadas em ações de petrolífera.

A Alrosa, a maior diamantífera do mundo, terá 10,9% de suas ações comercializadas na Bolsa de Valores de Moscou, na primeira oferta da nova onda de privatizações anunciada pelo governo russo no início de 2016. A expectativa é atrair mais de US$ 12,5 bilhões em dois anos.

O formato da privatização foi determinado em uma reunião no final de abril passado, mas os prazos da venda ainda não foram determinados. Embora o governo tenha sugerido vender o pacote a um único parceiro estratégico, a própria empresa solicitou que a oferta fosse pública.

“A venda das ações através da Bolsa de Moscou permite receber uma maior avaliação e atrair um grande número de investidores interessados”, explicou o economista-chefe da empresa petrolífera Novas Energy Services, Maksim Tcherniaev, ao jornal “Vedomosti”.

Segundo uma fonte no governo que não quis ser identificada, acredita-se que será possível obter mais de US$ 750 milhões com a venda das ações da Alrosa. 

O ministro do Desenvolvimento Econômico russo, Aleksêi Uliukaiev, anunciou que, após a venda da Alrosa, será iniciada a privatização das petrolíferas Rosneft e Bashneft. Estima-se que a venda de 19,5% das ações da Rosneft, maior petrolífera russa, gere quase US$ 10 bilhões.

O programa de privatizações inclui ainda a venda de ações do VTB, o maior banco estatal do país.

Prováveis interessados

Segundo o primeiro vice-premiê russo, Ígor Chuvalov, os potenciais compradores das ações da Rosneft e da Bashneft já começaram as negociações com Moscou.

Um dos possíveis compradores é a China National Petroleum Corporation (CNPC), mas o acordo só seguirá adiante após discussão entre os chefes de Estado.

Já a Bashneft, que se tornou propriedade do Estado somente em 2014, teria recebido uma proposta da segunda maior petrolífera do pais, a Lukoil. Segundo a agência de análise econômica Bloomberg, a capitalização da Bashneft é de US$ 6,47 bilhões.

“As ações da empresa estão subavaliadas. Após estudar os principais indicadores financeiros da empresa nos últimos três anos, os investidores vão entender que os ativos da petrolífera são muito atraentes”, garante Tcherniaev.

“Os parceiros europeus e transatlânticos também estão considerando as possíveis formas de aquisição de ações da Alrosa, Rosneft e Bashneft”, acrescenta o economista, explicando que os investidores europeus poderiam comprar ações com a ajuda de intermediários.

Condições para estrangeiros

Os investidores estrangeiros poderão comprar participações em empresas estatais e participar do processo de privatização se estiverem devidamente registrados na Rússia, explica chefe do departamento de investimentos do grupo financeiro BKS, Maksim Chein.

De acordo com as condições aprovadas pelo presidente russo Vladímir Pútin em 1º de fevereiro de 2016, os compradores de ações de empresas estatais devem estar sob jurisdição russa. O objetivo é que o Estado não perca o controle sobre empresas estratégicas.

Com materiais da agência de notícias Tass e do jornal Vedomosti

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