Moscou e São Paulo deixam top 100 das cidades mais caras do mundo

Custo de vida em Moscou caiu, comparativamente, quase 40%

Custo de vida em Moscou caiu, comparativamente, quase 40%

Oscar Rasson
Com rublo em baixa, capital russa passou a ocupar 113ª posição em ranking. Cidade de São Paulo apresentou maior queda na pesquisa, assumindo o 107º lugar.

Moscou e São Petersburgo caíram no ranking mundial das cidades mais caras para se viver em 2016, de acordo com um estudo publicado pela Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisas da revista britânica “The Economist”.

Em relação ao ano passado, Moscou caiu da 50ª para a 113ª posição, enquanto São Petersburgo despencou 51 degraus e agora ocupa o 118º lugar na lista.

Segundo os autores do estudo, a redução de quase 40% do custo de vida, em relação aos padrões internacionais, nas duas maiores cidades russas ao longo do último ano se deve à desvalorização do rublo.

“O efeito da taxa de câmbio afetou fortemente o custo de vida este ano”, lê-se no relatório divulgado pela EIU, que cita a influência desse fator sobre a classificação de Argentina, Brasil, Japão, Zâmbia, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Rússia e Ucrânia.

O primeiro lugar na lista de 2016 ficou, pelo terceiro ano consecutivo, para Cingapura. Hong Kong e Zurique compartilham o segundo lugar, e Genebra, Paris, Londres, Nova York, Copenhague, Seul e Los Angeles completam o top 10.

Elaborado anualmente, o ranking Worldwide Cost of Living (“Custo de Vida no Mundo”, em tradução livre) se baseia na análise do preço de produtos e serviços em 140 cidades de 93 países.

São Paulo e Rio

A queda do real em relação ao dólar norte-americano reduziu o custo de vida no Brasil, para os padrões internacionais. Porém, os preços continuam altos para os moradores e brasileiros que visitam as duas cidades, destaca o estudo.

A capital paulista, que teve este ano a maior queda dentre todas as cidades listadas no ranking, perdeu 57 posições para assumir o 107º lugar, enquanto o Rio de Janeiro passou da 52ª para a 113ª classificação na lista, ao lado de Moscou.

Com material do jornal Kommersant e do site oficial da EIU

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