Rússia planeja acordos em moedas nacionais com o Irã

Presidente iraniano Hassan Rouhani (dir.) e Vladímir Pútin após assinatura de acordos em fórum realizado no Irã

Presidente iraniano Hassan Rouhani (dir.) e Vladímir Pútin após assinatura de acordos em fórum realizado no Irã

AP
Além do fornecimentos de mísseis S-300, país vai ajudar Irã a desenvolver jazidas de gás. Levantamento de sanções aumentará papel estratégico dos iranianos.

O governo russo pretende aumentar o volume do comércio com o Irã e assinar novos acordos em moedas nacionais, declarou o presidente russo Vladímir Pútin, durante o Fórum dos Países Exportadores de Gás, no início da semana.

No evento, que reuniu os líderes dos Estados  detentores de 45% do mercado mundial de gás, Pútin falou sobre o início do funcionamento da primeira unidade da usina nuclear Bushehr, no Irã, e anunciou a construção mais duas unidades em um futuro próximo.

Gás em alta

Prevê-se que a demanda mundial por gás cresça 32% até 2040, chegando a 4,9 trilhões de metros cúbicos por ano. O crescimento do consumo abrirá novas oportunidades para o aumento da produção e exportação de hidrocarbonetos, incluindo o gás natural liquefeito (GNL).

Em seu discurso, Pútin destacou que os consumidores de gás têm que partilhar os riscos de investimento com os produtores, aumentando os investimentos na infraestrutura de gasodutos, fábricas e frota de petroleiros.

Segundo o assessor do presidente russo, Iúri Uchakov, o país planeja aumentar a produção de gás dos atuais 639 bilhões de metros cúbicos para 885 bilhões até 2035.

O presidente iraniano Hassan Rohani confirmou, que, após o levantamento das sanções, o Irã planeja exportar gás para Europa e Ásia.

“Com o levantamento das sanções, o papel estratégico do Irã vai crescer”, diz o chefe do departamento de análise do Fundo de Segurança Nacional de Energia, Aleksandr Pásechnik.

Sistemas de defesa

Moscou também voltou a fornecer sistemas de mísseis S-300 ao Irã, informou o embaixador iraniano na Rússia, Mehdi Sanai.

Rússia e Irã assinaram o contrato para o fornecimento dos mísseis S-300 em 2007. No entanto, após a adoção da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a introdução de sanções contra o Irã, o fornecimento de armamento russo foi congelado.

A proibição foi cancelada em abril passado, quando o presidente russo, apesar das críticas de Israel e da União Europeia, assinou um decreto revogando a decisão.

O novo contrato prevê o fornecimento dos sistemas antiaéreos até o final do ano.

 

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