Demanda por eurobonds da Gazprom supera expectativas

Gazprom disponibilizou eurobonds para um período de três anos no valor de 1 bilhão de euros

Gazprom disponibilizou eurobonds para um período de três anos no valor de 1 bilhão de euros

Russlan Krivobok/RIA Nôvosti
O monopólio de gás russo Gazprom e o maior produtor de níquel e zinco do mundo, Norílski Nickel, voltaram a vender títulos de dívida pública na Europa. Com demanda superando a oferta, players russos fazem retorno bem-sucedido ao mercado internacional de capitais.

No início de outubro, o gigante estatal Gazprom e o maior produtor de níquel e zinco do mundo, Norílski Nickel, colocaram à venda seus títulos de dívida pública na Europa. Mas nenhuma das empresas esperava que a demanda pelos títulos fosse ultrapassar a oferta.

“Em meio ao declínio das taxas de juros, os eurobonds russos são os mais atraentes nesse segmento de mercado”, diz Iliá Butúrlin, diretor-geral da consultoria de investimentos Hedge.pro.

“Isso se deve à alta rentabilidade [dos eurobonds russos] e à normalização da situação na economia russa, que deixou de assustar os investidores mais conservadores”, acrescenta o analista.

Mesmo assim, os títulos russos são hoje mais interessantes “apenas para grupos de investidores mais agressivos e especulativos”, sugere Butúrlin, “embora a situação possa mudar em breve”.

Em 8 de outubro, a Gazprom disponibilizou eurobonds para um período de três anos no valor de 1 bilhão de euros. A demanda foi tanta que a empresa teve que duas vezes reduzir o rendimento inicial – de 5,125% para 4,625% por ano.

No dia anterior, a Norílski Nickel tinha vendido títulos de dívida pública para sete anos por US$ 1 bilhão. A demanda ultrapassou a oferta quatro vezes, o que permitiu à empresa reduzir duas vezes as taxas de rendimento até 6,625%.

“As sanções minimizaram a possibilidade das empresas russas de receber empréstimos nos mercados externos, o que aumentou a demanda por seus ativos”, explica o analista da empresa de investimentos Premier Serguêi Ilin.

“As maiores empresas russas não perderam interesse dos investidores estrangeiros. Os russos oferecem bom rendimento a um nível de risco aceitável.”

 

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