Rússia sobe oito posições em ranking de competitividade

Diminuição de barreiras financeiras contribuíram para ascensão da Rússia no ranking

Diminuição de barreiras financeiras contribuíram para ascensão da Rússia no ranking

Ramil Sitdikov/RIA Nôvosti
País escalou oito posições no ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial, mas possibilidades de progresso podem se esgotar devido à situação geopolítica. Brasil despencou 18 posições e obteve o pior desempenho entre os Brics no mesmo estudo.

A Rússia passou da 53ª para a 45ª posição no ranking de competitividade global elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). O salto de oito posições em relação ao ano passado permitiu ultrapassar a República de Maurício, Filipinas e Turquia, entre outros países.

“O atual crescimento da Rússia está associado a alterações na metodologia de avaliação do mercado interno e à melhora dos fatores relacionados com a eficiência dos mercados de bens e serviços, que ocorreram graças à diminuição de barreiras administrativas em algumas áreas”, explica Aleksêi Prazdnitchnikh, coordenador do ranking do WEF na Rússia.

Os autores do relatório destacaram melhorias na gestão de negócios e na concorrência interna no país. Depois de a Rússia passar a integrar a OMC, em 2012, as tarifas de importação diminuíram gerando um efeito positivo, segundo relatório do WEF.

 “Mas [o crescimento] também está relacionado, em parte, à deterioração da situação em outros países, que antes ocupavam posições à frente da Rússia, como, por exemplo, a Turquia”, diz Prazdnitchnikh.

O tamanho do mercado, os indicadores macroeconômicos suficientemente estáveis, a disponibilidade de recursos humanos e a infraestrutura básica desenvolvida continuam sendo pontos fortes do país no ranking do Fórum de Davos.

As possibilidades de novos progressos da Rússia podem, entretanto, se esgotar diante do conflito geopolítico e dos preços reduzidos das commodities, alerta o coordenador do WEF.

A Suíça permanece em primeiro lugar do ranking pelo sétimo ano consecutivo. Singapura ocupa o segundo lugar e os Estados Unidos, o terceiro. A Alemanha e a Holanda completam o Top 5.

A China permanece na 28ª posição desde 2014, enquanto o Brasil despencou 18 degraus, da 57ª para a 75ª posição. Os outros dois membros do Brics, África do Sul e Índia, também apresentaram indicadores superiores aos brasileiros, nas posições 49 e 55, respectivamente.

Com base nos materiais dos jornais Rossiyskaya Gazeta e RBC Daily

 

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