Liberalização econômica é ‘prioridade’ do governo, diz Pútin

Pútin discursou na abertura do Fórum Econômico do Oriente, em Vladivostok

Pútin discursou na abertura do Fórum Econômico do Oriente, em Vladivostok

Mikhail Voskresenski/RIA Nôvosti
Discursando no Fórum Econômico do Oriente, em Vladivostok, presidente russo Vladímir Pútin defende liberalização da economia como prioridade do governo na região.

1. Liberalização econômica

Em discurso na reunião plenária do Fórum Econômico do Oriente, nesta sexta-feira (4), o presidente russo Vladímir Pútin ressaltou a liberdade econômica como uma das prioridades do governo no extremo oriente do país.

“As nossas prioridades no Extremo Oriente russo são o emprego de uma política ativa de desenvolvimento social, infraestruturas de transporte e educacionais e, claro, o alargamento da liberdade econômica, disponibilizando a investidores nacionais e estrangeiros as melhores condições para se fazer negócio”, disse Pútin.

A criação de territórios de desenvolvimento avançado e do Porto Livre de Vladivostok já foi estabelecida por lei e garante ao empresariado benefícios comerciais exclusivos, como procedimento simplificado para a passagem na fronteira.

“Os estrangeiros que chegam pelo porto de Vladivostok podem receber um visto de oito dias diretamente na fronteira”, declarou Pútin. “Já os residentes, eles terão desconto em seguros e impostos.”

O porto de Vladivostok despertou interesse sobretudo de empresários da China, da Coreia do Sul e do Japão. Pútin propôs estender os benefícios a outros portos do Extremo Oriente do país.

2. Setores prioritários

Construção naval, metalurgia, processamento de madeira, recursos bionaturais, transportes, energia, saúde e turismo são, segundo Pútin, os setores mais interessantes para investimento na região.

A estatal Rosneftegaz, por exemplo, vai investir US$ 890 milhões na modernização do complexo de construção naval Zvezda, em Primorie. O custo total do trabalho irá superar os US$ 2 bilhões, mas resultará em um moderno polo de construção naval civil, engenharia naval, tecnologia de exploração, produção e transporte de hidrocarbonetos.

A petrolífera Rosneft e suas parceiras também pretendem investir quase US$ 20 bilhões em projetos no Extremo Oriente russo.

3. Base científica

A criação de uma rede de centros de pesquisa na região da Ásia-Pacífico também está em discussão no governo. “Estamos prontos para apresentar uma série de iniciativas nesse sentido”, disse Pútin. “Por exemplo, grandes plataformas e sistemas de pesquisa, os chamados projetos Megascience, com base nos quais se tornam possíveis verdadeiros avanços científicos.”

 

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