Importação de carne suína brasileira cresce 20% em 2015

Rússia, Hong King e Angola são os três maiores importadores de carne suína do Brasil Foto: Lori / Legion Media

Rússia, Hong King e Angola são os três maiores importadores de carne suína do Brasil Foto: Lori / Legion Media

Aumento de vendas consolida Rússia como o maior importador de carne de porco do Brasil, segundo Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Índices registrados em maio contribuiu para melhorar o desempenho global das exportações de carne suína em 2015.

De acordo com os dados da ABPA, o Brasil exportou 45.400 toneladas de carne suína em maio passado, o que representa um aumento de 18,1% no volume de exportações do produto em comparação ao mesmo período em 2014. Trata-se também do melhor indicador mensal apresentado pelo setor em 2015.

Parte considerável desse aumento se deve a negociações com a Rússia. Entre janeiro e maio, o volume de fornecimento destinado aos russos teve um crescimento de 20,1%, chegando a 73.900 toneladas e consolidando o país como o maior importador de carne suína brasileira.

“A Rússia acelerou as compras em maio. Durante esse mês, ela foi responsável por 51,3% do volume total de fornecimentos externos e por 59,5% do valor total das exportações”, aponta Francisco Turra, diretor-executivo da ABPA.

O segundo lugar entre os principais importadores de carne suína brasileira é ocupado por Hong Kong, que recebeu 43.700 toneladas nos primeiros cinco meses de 2015. A Angola, que importou 11.900 toneladas, é o terceiro maior comprador de carne de porco brasileira.

Ritmo do futuro

A aceleração do ritmo de fornecimentos em maio contribuiu para melhorar o desempenho global das exportações de carne suína brasileira em 2015.

“A melhoria do balanço geral confirma nossas expectativas em relação à retomada do volume de fornecimentos neste ano. Devemos ter um cenário ainda mais favorável no segundo semestre de 2015”, prevê o diretor-executivo da ABPA.

No total, 181.100 toneladas de carne de porco foram destinadas à exportação nos primeiros cinco meses do ano. No entanto, esse volume é 7,8 % menor em comparação com o mesmo período de 2014, já que, de janeiro a abril, a queda acumulada somava mais de 14%.

“Esperamos que esse ritmo [registrado em maio] seja mantido nos próximos meses, compensando o declínio dos indicadores em outros mercados”, diz o vice-presidente da divisão de suinocultura da ABPA, Rui Eduardo Saldanha.

 

Com materiais dos sites emeat.ru e furazh.ru

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