Moscou terá medidas de resposta a sanções europeias

Além de manutenção de embargo a produtos alimentícios, produtores rurais pedem ampliação de produção proibida. Foto: Reuters

Além de manutenção de embargo a produtos alimentícios, produtores rurais pedem ampliação de produção proibida. Foto: Reuters

Kremlin evita comentar decisão da UE, que deverá ser aprovada formalmente na segunda-feira, de prolongar sanções por mais seis meses, mas representantes do governo já se pronunciaram sobre o assunto no primeiro dia do Fórum Internacional de São Petersburgo, iniciado nessa quinta-feira (18)

Apesar de o Kremlin evitar comentar o prolongamento das sanções europeias contra o país até o anúncio formal da aprovação, representantes do governo russo já se pronunciaram sobre o assunto no primeiro dia do Fórum Internacional de São Petersburgo, iniciado nessa quinta-feira (18).

O anúncio esperado por Moscou sobre a aprovação do prolongamento das sanções econômicas contra a Rússia por mais seis meses, até o final de janeiro de 2016, deverá ser realizado na próxima segunda-feira pelo conselho de chefes do Ministério das Relações Exteriores da União Europeia. A medida foi aprovada na quarta-feira (17), por representantes permanentes dos países-membros da União Europeia.

Na manhã de quinta-feira, porém, o vice-premiê Arkádi Dvorkovitch anunciou que, se a UE mantiver as sanções, a Rússia manterá o embargo sobre produtos alimentícios.

O chefe do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Aleksêi Uliukaev, afirmou que o prolongamento do embargo é possível como medida correspondente à manutenção das sanções pela UE, mas é difícil acreditar que novas medidas de resposta em outros setores serão impostas. "Iremos simplesmente manter o status-quo", disse Uliukaev.

Já o assistente do presidente russo Andrêi Beloussov não exclui a possibilidade de a Rússia ampliar as medidas de resposta caso a UE aprove a decisão de prolongar as sanções. "Veremos quais serão as resoluções, e agiremos em correspondência com nossos interesses", completou.

Segundo o chefe do Rosselkhoznadzor (serviço fitossanitário russo), Serguêi Dankvert, anunciou na quinta-feira, os agricultores russos pedem ao governo uma ampliação da lista de produtos embargados. 

 

Versão reduzida de material publicado no portal Prime.Ru

 

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