Visa e Mastercard suspendem operações na Crimeia

Novas restrições afetam sobretudo os bancos nacionais Foto: Donat Sorokin / TASS

Novas restrições afetam sobretudo os bancos nacionais Foto: Donat Sorokin / TASS

Na esteira das sanções ocidentais, sistemas de pagamento internacionais interromperam serviços a bancos russos na península. Especialistas alegam, entretanto, que sistemas nem sempre conseguem obter informações sobre o local das transações.

Na semana passada, o sistema de pagamento Visa anunciou que não poderia continuar a emissão e manutenção de cartões bancários no território da Crimeia. “De acordo com as sanções dos Estados Unidos, impostas em 19 de dezembro por decreto do presidente Barack Obama, a Visa não pode prestar serviços e oferecer seus produtos na Crimeia”, declarou um representante da Visa. Pouco depois, a MasterCard emitiu um comunicado semelhante.

De acordo com dados do Ministério do Turismo da Crimeia, cerca de 3,5 milhões de turistas visitaram a península no ano passado. Como os principais consumidores de serviços desses sistemas são turistas russos, as novas restrições afetam sobretudo os bancos nacionais.

No entanto, os bancos russos poderão ser desvinculados do sistema de pagamentos apenas caso a Visa reconheça que transação foi realizada no território da Crimeia, de modo que várias instituições alertaram seus clientes e recomendaram fazer pagamentos em dinheiro em todo território da península. 

 “Os sistemas de pagamentos internacionais não veem o lugar de transações, a menos que a transação tem uma referência direta à Crimeia, por exemplo, em nome da loja”, explica um economista entrevistado pelo jornal “Kommersant”. “Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema não poderá bloquear cartões emitidos por bancos russos e controlar suas atividades na Crimeia.”

Em breve, Google e Apple também terão que seguir o exemplo dos sistemas de pagamentos internacionais. “Isso deve ajudar a acelerar o processo de criação do sistema de pagamentos nacional, que permitirá minimizar a dependência do mercado interno das empresas estrangeiras.”

 

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