Ministério das Finanças reduz exigências para Visa e MasterCard

A concessão aos sistemas de pagamento estrangeiros se deve ao fato que o Estado não tem interesse na saída deles do mercado russo Foto: DPA / Vostok Photo

A concessão aos sistemas de pagamento estrangeiros se deve ao fato que o Estado não tem interesse na saída deles do mercado russo Foto: DPA / Vostok Photo

Autoridades não têm interesse que sistemas de pagamentos deixem o país. Planos para criar sistema próprio devem levar mais tempo do que o Kremlin havia previsto.

O Ministério das Finanças enviou ao governo central um novo documento que descreve o sistemas de pagamento de relevância nacional, e possibilita que Visa e MasterCard obtenham tal status. Todos os outros sistemas de pagamento que não possuem status semelhante deverão fazer depósitos de garantia para o Banco Central da Rússia na quantia da receita que recebem em dois dias.

A razão para introdução das novas medidas foi a decisão da Visa e da MasterCard de interromper o serviço de cartões bancários emitidos por bancos afiliados que constam na lista de sanções dos EUA.

Segundo dados do jornal “Kommersant”, em sua nova versão, o documento do ministério sofreu grandes mudanças. Por exemplo, agora, os chips dos cartões não necessariamente precisam ser russos, enquanto o software pode ser comprado das filiais russas de produtores estrangeiros.

“Nesse momento há uma negociação normal no que tange às condições da cooperação ulterior entre os sistemas estrangeiros de pagamento, governo e bancos, considerando novos riscos”, explica o diretor do departamento de cartões do banco russo Otkritie, Iúri Bojor, acrescentando que os requisitos para sistemas de pagamento eram demasiadamente altos.

A concessão aos sistemas de pagamento estrangeiros se deve ao fato que o Estado não tem interesse na saída deles do mercado russo, especialmente até a Rússia disponha de o seu próprio sistema.

“A criação de um sistema de pagamento próprio não é obviamente questão de alguns meses, como o governo havia previsto anteriormente”, diz o analista da holding de investimentos Finam, Anton Soroko. “Falamos do lançamento do mecanismo, mas depois é necessário criar a infraestrutura correspondente, ajustar o trabalho do mercado com o sistema e, em uma perspectiva distante, ter a possibilidade de trabalhar em outros países.” 

 

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