Pútin inaugura plataforma petrolífera no Extremo Oriente

A plataforma não teme baixas temperaturas e é projetada para funcionar a uma temperatura de 44 graus negativos Foto: ITAR-TASS

A plataforma não teme baixas temperaturas e é projetada para funcionar a uma temperatura de 44 graus negativos Foto: ITAR-TASS

No último dia 27 de junho, Vladímir Pútin abriu a plataforma petrolífera Berkut. Sua altura equivale a de um prédio de 50 andares. Os acionistas do projeto são a empresa americana ExxonMobil, a russa Rosneft, a japonesa Sodeco e a indiana Ongc.

No último dia 27 de junho de 2014,foi lançada a plataforma petrolífera Berkut, da jazida Arkutun-Dagui, no Extremo Oriente da Rússia, parte do projeto Sakhalin-1. De acordo com o porta-voz da maior petrolífera russa, Rosneft, o comprimento da plataforma é de 105 metros, enquanto a altura de 144 metros.

“Durante a construção, o transporte e a instalação da plataforma quebraram vários recordes mundiais no setor”, disse o porta-voz. O peso total da plataforma ultrapassa 200 mil toneladas.

Sakhalin-1 é o primeiro projeto de uma plataforma continental realizado na Rússia mediante um acordo de divisão da produção.

Assim, a Rússia conseguiu atrair várias companhias internacionais ao mesmo tempo –30% das ações do projeto pertencem à americana ExxonMobil, 30% à japonesa Sodeco, 20% à russa Rosneft e 20% à indiana Ongc.

Os sistemas de prevenção de incêndios começarão a funcionar no futuro próximo. O início de perfuração está previsto para outono deste ano, quando os testes necessários serão concluídos. A exploração dessa jazida permitirá adicionar à extração do projeto Sakhalin-1 até 4,5 milhões de toneladas de petróleo por ano.

"A abertura da plataforma petrolífera é um acontecimento importante, porque é a maior plataforma na Rússia e é uma das plataformas mais modernas do mundo do ponto de vista tecnológico. Tem uma unidade de perfuração projetada na Rússia", diz Vassíli Ujárski, analista macroeconômico da UFS IC.

De acordo com Ujárski, a plataforma vai extrair petróleo durante todo o ano nas condições climáticas subárticas. Além disso, usará um sistema de proteção sísmica que permite resistir a um terremoto com uma magnitude de até 9 pontos sem interromper o trabalho.

A plataforma não teme baixas temperaturas e é projetada para funcionar a uma temperatura de 44 graus negativos, resistir a um tsunami de mais de 18 metros de altura e a pressão de uma camada de gelo de dois metros.

A cerimônia de abertura da plataforma contou com a presença do presidente russo Vladímir Pútin. A plataforma Berkut é o segundo projeto na região. Pútin também participou da abertura da outra plataforma no Ártico, Prirazlomnaia, que pertence à petrolífera russa Gazprom.

"Graças a projetos como a plataforma Berkut, podemos explorar as jazidas muito ricas em recursos, mas de difícil acesso, bem como criar novas produções e novos postos de trabalho, fortalecendo o desenvolvimento socioeconômico de uma região muito importante para o país: o Extremo Médio", declarou o presidente russo.

Um projeto importante

De acordo com o especialista da Finam Management Dmítri Baranov, o início da exploração dessa jazida é a prova de que a Rússia está aumentando sua presença na plataforma continental do Ártico.

"A construção e a exploração dessa plataforma também acelerará o desenvolvimento socioeconômico do Extremo Oriente, porque a construção prevê a criação de uma infraestrutura desenvolvida", diz Baranov

No total, o projeto Sakhalin-1 já permitiu extrair 64 milhões de toneladas de petróleo, embora o volume de extração esteja diminuindo. Em 2014, a produção de petróleo poderá cair 6% em comparação com o ano anterior, até 6,6 milhões de toneladas. No entanto, a extação da jazida Arkutun-Dagui ajudará a resolver esse problema. De acordo com os cálculos da Rosneft, em 2018, a extração no projeto ultrapassará 10 milhões de toneladas por ano.

 

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