Moscou de olho no capital estrangeiro

Apesar dos índices positivos de Moscou, combate à burocracia e corrupção ainda é visto como empecilho para o desenvolvimento Foto: Getty Images/Fotobank

Apesar dos índices positivos de Moscou, combate à burocracia e corrupção ainda é visto como empecilho para o desenvolvimento Foto: Getty Images/Fotobank

Fórum Urbanístico de Moscou abordou meios de atrair investimentos e aumentar qualidade de vida na capital.

Entre 5 e 8 de dezembro, os principais urbanistas e arquitetos do mundo se reuniram em Moscou para participar de um fórum internacional dedicado ao desenvolvimento das cidades e potencial de investimento na capital russa. Também estiveram presentes autoridades de metrópoles como Londres e São Paulo, entre outras.

O pontapé inicial foi dado pelo Instituto Moscovita de Mídia, Arquitetura e Design – Strelka, que apresentou a pesquisa “Arqueologia da Periferia”, onde foram comparados índices de conforto na cidade, como, por exemplo, a relação do acesso ao transporte público com o tamanho da periferia e densidade populacional de diversos locais.

O diretor do projeto, Iúri Grigorian, apontou os principais problemas que impedem o desenvolvimento pleno do aglomerado urbano de Moscou. Entre eles, destacou a falta de vias ou conexão entre algumas regiões, degradação do meio ambiente, queda da qualidade de vida em consequência do desequilíbrio econômico, e perda de identidade.

Na sequência, o chefe do departamento consultivo da IBM Plant Location International, Roel Spee, apresentou um relatório sobre a competitividade das cidades do ponto de vista empresarial. “Moscou oferece uma variedade de pontos fortes do ponto de vista de investimento”, disse ele, ao citar o potencial do mercado, existência de profissionais experientes e regime tributário favorável.

A pesquisa foi feita com base na correlação de gastos para condução de negócios, qualidade e acessibilidade à infraestrutura da cidade. Os melhores resultados alcançados por Moscou foram no desenvolvimento de infraestrutura de TI (tecnologia da informação), onde a cidade ocupou o 49º lugar entre as 100 cidades abordadas.

“O combate à burocracia e corrupção, bem como a transparência jurídica e alto custo de força de trabalho e imóveis ainda são empecilhos para obter melhores posições”, concluiu Spee.

Centros múltiplos

Em discurso durante o evento, o prefeito moscovita Serguêi Sobiânin declarou que as autoridades municipais planejam desenvolver a concepção de policentrismo. Os investimentos no desenvolvimento da cidade estão sendo redirecionados para o desenvolvimento de zonas industriais e áreas mais afastadas.

“Também criamos um dos maiores programas de mobilidade do mundo, contando também com a ampliação do metrô, que hoje não chega a um quarto das microrregiões de Moscou”, acrescentou o prefeito. Sobiânin anunciou novamente a construção de novas vias e duas grandes linhas circulares de transportes ferroviários e metrô.

O vice-prefeito de Moscou, Aleksêi Komissarov, falou ainda sobre a revisão da estratégia de investimento da cidade. “Moscou quer atrair investidores que apostam em tecnologia”, disse. A promessa do governo da capital é desenvolver clusters tecnológicos com ênfase em TI, microeletrônica e biotecnologia.

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