Emendas à legislação visam diminuir presença de vinho estrangeiro no mercado russo

Vodca continua vencendo batalha pelos consumidores, já que seu preço é inferior ao dos vinhos importados Foto: ITAR-TASS

Vodca continua vencendo batalha pelos consumidores, já que seu preço é inferior ao dos vinhos importados Foto: ITAR-TASS

Vinicultores nacionais propõem alterações à lei para facilitar o processo de produção nacional e obtenção de licença. Medida também deve contribuir para “desalcoolização” da sociedade, que costuma recorrer à vodca na hora de comprar bebidas alcoólicas.

Neste mês, a União de Viticultores e Vinicultores da Rússia (UVVR) pretende encaminhar à Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) um conjunto de emendas legislativas com a intenção diminuir a presença de vinho estrangeiro no mercado russo.

As alterações também visam facilitar o processo de obtenção de licenças para a produção de vinhos e aumentar assim o número de empresas envolvidas no cultivo, processamento e envase de vinhos.

“A Rússia possui condições para o cultivo de uvas valiosas, mas enfrenta problemas na comercialização dos vinhos nacionais”, dizem representantes da UVVR, acrescentando que um vinho nacional de qualidade poderia ser vendido por volta de 200 rublos (US$ 6).

Atualmente, o mercado interno dispõe basicamente de vinhos importados caros, fazendo com que a luta pelo consumidor seja vencida pela vodca, bebida mais barata e forte. Por isso, os vinicultores russo alegam que o produto também poderia contribuir para a  “desalcoolização” da sociedade.

Os produtores de vinho alegam ainda que a Lei Federal nº 17, voltada para regularização da produção e circulação de bebidas alcoólicas no país, foi concebida  para favorecer os fabricantes de vodca e “é demasiadamente dura em relação aos vinicultores”.

Outro problema enfrentado pelos vinicultores é a dificuldade na obtenção da licença. Para amortizar os gastos com a obtenção da licença, é preciso possuir pelo menos 100 hectares de vinhas, enquanto na Europa e nos EUA um terreno de 5 a 6 hectares é suficiente para iniciar a produção legal.

Os representantes da UVVR têm esperança de que os legisladores autorizarem, em breve, a propaganda de vinhos naturais produzidos no país, e as respectivas emendas poderão entrar em vigor até o final de 2015.

 

Publicado originalmente pelo newsru.com

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