União Aduaneira pode repetir erros da UE

Víktor Khristenko, diretor da União Aduaneira (esq.) e Kairat Kelimbetov, vice-primeiro-ministro do Cazaquistão (dir.) em reunião do Fórum Econômico de São Petersbursgo. Foto: RIA Nóvosti

Víktor Khristenko, diretor da União Aduaneira (esq.) e Kairat Kelimbetov, vice-primeiro-ministro do Cazaquistão (dir.) em reunião do Fórum Econômico de São Petersbursgo. Foto: RIA Nóvosti

Segundo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, Rússia é país mais beneficiado dentro da União Aduaneira, mas organização corre risco de repetir erros da União Europeia.

Na sessão sobre integração econômica do Fórum Econômico de São Petersburgo, representantes do governo russo e ocidentais declararam que a União Anuadeira entre Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão tem demomonstrado resultados surpreendentes.

A julgar pelas declarações da ministra de Integração e Macroeconomia da Comissão Econômica Euroasiática, Tatiana Valováia, o crescimento do comércio russo dentro da união aduaneira em 2012 foi significativamente maior do que o no resto do mundo.

"Se no ano passado o crescimento total do comércio exterior foi de cerca de 3%, o crescimento apenas dentro da União Aduaneira ultrapassou os 9%”, disse Valovaia. “O crescimento anual do comércio de bens manufaturados dentro da área de livre comércio entre a Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão aumentou 18%."

Para Maria Makárova, diretora de marketing da operadora de comércio eletrônico Cenro B2B, o e-commerce teve suma importância em reatar entre as ex-repúblicas soviéticas os laços econômicos que se desfizeram nos últimos 20 anos. “Hoje o comércio eletrônico está ajudando a restaurar esses laços”, diz.

A União Aduaneira foi definida pelo BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento) como o projeto de integração econômica mais bem-sucedido em toda antiga União Soviética.

No entanto, Eric Berglof, economista-chefe e conselheiro especial para o presidente do BERD, declarou que existem consequências políticas e econômicas com a criação da “Área Econômica Eurásiatica”. “A criação do comércio e a mobilidade no trabalho é positiva, mas um comércio menos eficiente, com parceiros menos competitivos e uma distribuição irregular dos benefícios é negativo”, disse Berlof.

“A União Europeia mostrou que a integração não deve ser muito rápida na medida em que aprendemos com a União Europeia. O tiro pode sair pela culatra na integração, então é preciso ter cuidado e se concentrar em melhorar as instituições comuns e atenuar o efeito diferencial", completa.

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