Quais regiões russas têm clima mais favorável aos negócios?

Cidade de Sverdlovsk Foto: Lori / Legion Media

Cidade de Sverdlovsk Foto: Lori / Legion Media

Laboratório de Estudos de Opinião Pública (Liom) elaborou lista de unidades administrativas mais receptivas às iniciativas privadas.

Embora as regiões líderes na relação produzida pelo Liom utilizem diferentes modelos de negócios, as regras básicas são praticamente iguais. Em todos os casos, há uma grande abertura em termos de acesso à informação e criação de instrumentos eficazes de apoio às empresas de pequeno e médio porte.

Entre as regiões destacadas pelo instituto, Sverdlovsk, nos Urais, é uma das áreas de mais rápido crescimento do país. Sua posição geográfica, indústria desenvolvida e grande potencial científico são uma boa base para o desenvolvimento e modernização da economia da região. Assim, novos projetos permitem atrair cada vez mais investimentos e apoiar a iniciativa privada.

A própria política de investimento do governo regional tem por objetivo transformar esse local em um dos centros de altas tecnologias da Rússia. Em virtude desse estímulo, os principais indicadores econômicos da região aumentaram consideravelmente no final de 2012. O investimento estrangeiro cresceu três vezes no ano passado, quando Sverdlovsk recebeu US$ 5,2 bilhões – um montante recorde desde o início dos anos 2000.

Além disso, a cidade de cidade de Iekaterinburgo, que é centro administrativo da região, sediou recentemente grandes fóruns internacionais e está na disputa com as cidades de São Paulo, Ayutthaya (Tailândia), Izmir (Turquia) e Dubai (Emirados Árabes) para receber a Expo 2020.

Em cada região analisada, o levantamento ouviu 500 pessoas com o objetivo de classificar, em uma escala de 1 a 10, o clima de negócios local. Cada localidade contou com um grupo de 10 especialistas, cada qual composto por representantes de grandes empresas, cientistas políticos e jornalistas.

O levantamento analisou ainda a quantidade de processos judiciais apresentados pelos empresários contra os governos regionais no ano passado, e o índice de prosperidade dos empresários locais. Para isso, os pesquisadores avaliaram a fortuna das 50 pessoas mais ricas de cada uma das regiões estudadas.

Foco nas pequenas empresas

Segunda colocada no ranking, a região autônoma de Khanti-Mansi vive uma realidade um tanto diferente. Por um lado, enfrenta a presença de oligopólio, com gigantes como a Rosneft, Gazprom, Lukoil, Surgutneftegas, TNK-BP, Slavneft e Russneft, que impõem forte presença e dificultam o desenvolvimento da iniciativa privada.

No entanto, as autoridades regionais estão atualmente tentando reduzir o poder do oligopólio local, prestando apoio, inclusive financeiro, às pequenas e médias empresas.

Khanti-Mansi também tem dado grande atenção ao desenvolvido do turismo e, em 2012, 450 mil turistas russos visitaram a região. Esse índice é 12,2 % superior ao número registrado no ano anterior.

Investimento em tecnologia

Assim como Khanti-Mansi, a República do Tatarstão também aposta no desenvolvimento de pequenas e médias empresas, e o investimento em infraestrutura vem sendo intensificado desde 2004. Entre as medidas tomadas pelo governo local, estão a construção do parque de tecnologia e inovação “Ideia”, a criação de um Fundo de Investimento e o desenvolvimento de um empresa de leasing e de uma rede de incubadoras de empresas.

Além disso, as empresas de inovação e exportação recebem apoio especial por meio de subsídios e compensações às elevadas taxas de juros de empréstimos. O gerente do banco “Tatarstão”, Ruchan Sahbieva, ressalta que o instituto financeiro está desenvolvendo grandes projetos de investimento no valor total de aproximadamente US$ 700,8 milhões, cuja implementação está prevista para 2013. O financiamento dos projetos apresentados ao banco chega a quase US$ 3,2 bilhões.

Zona de rebaixamento

As regiões que ocuparam as últimas posições no ranking foram Transbaikal, Tchetchênia, Magadan, Adigueia, Volgogrado, Orembrugo, Kalmíkia, Kemerevo e Murmansk. Mesmo assim, o Liom garante que uma posição ruim no índice geral não significa que o líder regional seja contrário à iniciativa privada. O estudo levou em conta vários fatores como, por exemplo, a proximidade da região avaliada com empresas de Moscou.



Publicado originalmente pelo Kommersant Vlast

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