17° Fórum Econômico de São Petersburgo vai anteceder discussões do G20

Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo acontece anualmente desde 1997 Foto: Kommersant

Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo acontece anualmente desde 1997 Foto: Kommersant

Crise financeira mundial e os problemas de infraestrutura da África serão temas de destaque em ambos os eventos.

Frequentemente comparado com o Fórum de Davos, o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo recebe anualmente delegações de diferentes países e executivos de grandes corporações internacionais. “Em 2012, foram assinados 84 acordos, dos quais nove no valor total de US $ 11 bilhões. Dentre eles, constam o contrato de compra de aeronaves Airbus A380 pela Transaero, no valor de US$ 1,7 bilhões, e o de fornecimento de aviões Sukhoi Superjet-100, no valor de US$ 212,4 milhões”, conta o analista da consultoria Investkafe, Andrêi Chenk.

Neste ano, os organizadores do evento apontam que mais de 200 executivos de grandes empresas estrangeiras e 374 executivos de empresas nacionais, dos quais 55 executivos estrangeiros e 23 executivos russos que fazem parte das listas da Forbes e Fortune, já confirmaram presença no evento. “Além dos líderes de muitos países, a futura edição receberá figuras notáveis ​​como o diretor executivo da BP Plc, Robert Dudley, e o diretor-executivo da Unilever, Paul Polman”, declarou uma fonte do comitê de organização.

Eventos pré-fórum

O Fórum em São Petersburgo foi precedido por sessões em outros países. Em 21 de março, Istambul recebeu mais de 200 oficiais russos e turcos, que participaram da sessão conjunta “Rússia e Turquia – Integração econômica como fator de desenvolvimento regional”. No dia 3 de abril, também foi realizada em Seoul uma rodada de palestras cujo tema central era “Contratos futuros nos mercados de commodities e tecnologia: uma nova era de cooperação entre a Rússia e a Ásia”. 

O lado russo também estará representado por empresários renomados, tais como os presidentes do Sberbank, Guêrman Gref, da gigante de gás russa Gazprom, Aleksêi Miller, e da petroleira Rosneft, Ígor Setchin.

Na reunião plenária, são esperados debates em torno de questões de importância internacional, como a crise financeira mundial e os problemas de infraestrutura da África. Além disso, uma vez que a Rússia está no comando da presidência rotativa do G20 neste ano, o Fórum Econômico de São Petersburgo será precedido pelo Fórum da Juventude Y20, nos dias 18 e 19 de junho, e a Cúpula Empresarial B20, em 20 de junho. No terceiro e último dia do evento (22 de junho), São Petersburgo vai sediar ainda o Fórum Empresarial Rússia – Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

G20 em foco

 O tema central da reunião do G20, em setembro, será a promoção de investimentos com objetivo de estimular o crescimento econômico e buscar soluções para mitigar a crise financeira mundial. Além das questões globais, problemas de algumas regiões e países também estarão presentes na agenda. Esse é o caso da situação no Oriente Médio que, abalado por uma permanente instabilidade política, precisa desenvolver o comércio e diversificar sua economia.

Em relação às últimas tendências da economia mundial, os especialistas ressaltam a crescente influência de países em desenvolvimento como a Indonésia, Vietnã, Turquia e Nigéria. Desse modo, a discussão também estará centrada nos possíveis ganhos da comunidade empresarial internacional.

O consumo de energia também está na lista de temas cruciais da reunião do G20. O rápido crescimento populacional, a urbanização, o aumento da classe média no mundo e mudanças nos padrões de consumo são alguns dos fatores que podem impulsionar o crescimento da demanda pelas fontes de energia em uma perspectiva de longo prazo.

Enquanto os políticos estiverem falando sobre o crescimento da demanda, os especialistas em petróleo irão discutir as mudanças na estrutura da oferta no mercado mundial de recursos energéticos decorrentes da revolução energética do xisto nos EUA e da descoberta de uma grande jazida de gás natural no fundo oceânico pelo Japão. Para especialistas, uma ampla cooperação internacional poder ser uma resposta adequada a esses desafios. “Por exemplo, pode-se esperar a conclusão de acordos sobre a exploração conjunta de jazidas de gás e petróleo na plataforma continental do Ártico”, adianta Chenk.

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