Companhia aérea Red Wings pode voltar a operar em junho

Ex-presidente da Red Wings, Aleksandr Lébedev Foto: ITAR-TASS

Ex-presidente da Red Wings, Aleksandr Lébedev Foto: ITAR-TASS

Empresa “está tomando medidas para corrigir as irregularidades detectadas durante a inspeção. Depois que todas as irregularidades forem corrigidas, a Agência Federal de Transporte Aéreo decidirá sobre a retomada das atividades da companhia", disse responsável do governo.

A empresa aérea russa Red Wings afirmou que vai voltar a prestar serviços de transporte aéreo a partir de 1º de junho.

A Agência Federal de Transporte Aéreo (Rosavicia), entidade governamental responsável pelos transportes aéreos, havia suspendido a licença da companhia após uma inspeção não programada em consequência de um acidente aéreo no aeroporto de Vnúkovo em 29 de dezembro de 2012 com um avião Tu-204.

Um fonte da empresa ouvida pela Gazeta Russa garante que as irregularidades foram corrigidas e as medidas de segurança de voos, reforçadas.

No entanto, o representante oficial da Rosaviacia não confirmou a data citada pela empresa.

"Agora, a Red Wings está  tomando medidas para corrigir as irregularidades detectadas durante a inspeção. Depois que todas as irregularidades forem corrigidas, a Rosaviacia decidirá sobre a retomada das atividades da companhia", disse o responsável.

Na ocasião do acidente, a aeronave saiu da pista durante o pouso, matando cinco tripulantes (não havia passageiros a bordo do avião). Após o incidente, a Rosaviacia realizou uma inspeção na companhia e suspendeu sua licença por três meses por "irregularidades na manutenção técnica da frota aérea e indevida organização de voos". O prazo de suspensão expirou em 5 de maio.

Escassez de voos

É do interesse das autoridades de aviação civil do país acelerar o processo de renovação da licença, dizem especialistas. A saída da Red Wings do mercado causou a escassez de voos para  alguns destinos turísticos e o aumento dos preços das passagens aéreas em geral.

O presidente do Comitê de Transportes da Associação de Operadoras de Turismo da Rússia, Dmítri Gorin, reconhece que, desde o início deste ano, os preços das passagens em voos charter aumentaram 7%, atribuindo, contudo, a alta dos preços não só à falta de aeronaves como também à inflação.

Vale lembrar que a Red Wings operou voos charter durante todo o ano para os destinos turísticos mais cobiçados pelos russos, como Antália, Hurghada, Istambul, Sharm El Sheikh, Barcelona, ​​Burgas, Rimini, Agadir, além de  voos regulares em sete rotas domésticas com destino a Makhachkala, Omsk, Ufa, Novosibirsk, Ekaterimburgo, Krasnoiarsk, Cheliabinsk. Em 2012, a companhia transportou mais de 817 mil passageiros e fechou o ano em 17º lugar em transporte de passageiros entre as companhias russas.

Especialistas acreditam que, quando a Red Wings for readmitida no mercado, ela se dedicará a voos de baixo custo.

"O mercado de transporte aéreo de baixo custo na Rússia não está desenvolvido. Os planos de criar empresas aéreas de baixo custo foram anunciados no final do ano passado pela Aeroflot e pela Transaero. A empresa húngara Wizz Air também se ofereceu a operar nesse segmento do mercado no país. Todavia, a Red Wings está mais próxima de criar uma companhia de baixo custo do que as outras empresas", disse uma fonte do Ministério dos Transportes da Rússia.

Desde 13 de maio, a Red Wings tem um novo diretor-geral, Serguêi Belov, que dirigia anteriormente uma subsidiária da Aeroflot. A ideia de adotar o modelo de empresa de baixo custo é dele.

Outra fonte atribui a renovação da licença da Red Wings à chegada do novo diretor-geral. O diretor da revista Air Transport, Aleksêi Sinistki, diz que, no verão de 2012, a Red Wings elaborou um modelo econômico para baixar as tarifas nos voos domésticos regulares. 

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