Maior varejista britânica on-line de roupas lança site em russo

O número de encomendas e entregas expressas do exterior, de acordo com o Correio da Rússia,  foi de 21,6 milhões em 2012, dos quais cerca de 70% eram compras de lojas on-line Foto: RIA Nóvosti / Ruslán Krivobók

O número de encomendas e entregas expressas do exterior, de acordo com o Correio da Rússia, foi de 21,6 milhões em 2012, dos quais cerca de 70% eram compras de lojas on-line Foto: RIA Nóvosti / Ruslán Krivobók

Varejistas on-line internacionais estão conquistando a Rússia. Depois do americano eBay e do chinês Taobao, a Asos, maior loja britânica on-line de roupas e sapatos, amplia sua atuação no país.

Desde o início do mês, a Asos, maior loja britânica on-line de roupas e sapatos, possui um site em língua russa, com preços indicados em rublos. Em abril, a empresa havia iniciado o serviço de entrega por via expressa para o país.

Antes disso, as encomendas eram transportadas somente pelo Correio da Rússia,  empresa que recebe muitas reclamações de consumidores e varejistas por causa da demora nas entregas.

O motivo das novidades fica claro pela apresentação para os investidores que o seu criador fez no final do primeiro semestre do ano fiscal de 2012-2013: a Rússia tornou-se o quinto mercado de renda para a Asos (depois dos Estados Unidos, Austrália, França e Alemanha).

“O valor médio das aquisições dos compradores russos é um dos mais altos dos mercados internacionais da Asos”, diz o seu gerente de vendas na Rússia, Vladímir Dolgopólov.

Ele não informou valores, mas o relatório do grupo diz que a compra média mundial é de £ 60,3 (cerca de 2.900 rublos). De acordo com Dolgopólov, após o lançamento do site russo, a quantidade de pedidos no território da Rússia aumentou significativamente.

No relatório, a Asos chama a Rússia de prioridade, colocando-a no mesmo patamar que a China

“São mercados importantes, onde é necessário se fixar uma posição.”

Mas, se na China a empresa atraiu um parceiro local para organizar um depósito, montar um call center e o seu serviço de entrega, na Rússia ela está usando o mesmo modelo de outros mercados europeus: o lançamento de uma versão localizada do site, a utilização dos serviços de entrega expressa local e o processamento dos pedidos em um armazém central no Reino Unido.

“Estamos considerando a possibilidade de conexão de sistemas de pagamento locais e opções de pagamento no recebimento”,  disse Dolgopólov.

“O mercado russo atrai cada vez mais varejistas estrangeiros online”, diz a representante da Associação de Empresas de Comércio Eletrônico, Olesia Bessónova

Ela explica:

“O e-commerce na Rússia está crescendo de 25% a 35% ao ano. Os 25 maiores participantes do mercado aumentaram a receita em 55%-60% em 2012. Pela estimativa do Data Insight, o volume de negócios de todos os varejistas russos de internet em 2012 foi de 405 bilhões de rublos, incluindo 280 bilhões de rublos de bens tangíveis (livros, roupas etc.). Cerca de 15% deste último montante vai para as lojas estrangeiras. O número de encomendas e entregas expressas do exterior, de acordo com o Correio da Rússia,  foi de 21,6 milhões em 2012, dos quais cerca de 70% eram compras de lojas on-line.”

Antes da Asos, o site leilão eletrônico americano eBay e o chinês Taobao também aumentaram sua presença na Rússia.

No verão de 2012, o eBay abriu um escritório de representação em Moscou, dirigido por Vladímir Dolgov, que antes era chefe do escritório russo do Google. Em 2012, o eBay vendeu US$ 400 milhões em mercadorias para compradores russos, conta Dolgov. Em comparação com 2011, o volume de negócios do eBay aumentou 54%, enquanto o número de compradores, 75%.

Agora, os usuários da Rússia fazem aproximadamente 30 mil compras em um dia – 54% de todos os pedidos são feitos em Moscou, 30% em São Petersburgo, 9% em  Krasnodar e 4% em Rostov.

Recentemente, tornou-se público que o maior participante do varejo on-line global –a Amazon– também decidiu investir no país. Arkádi Vitruk foi indicado como diretor da representação russa do site.  Antes disso, o gestor sênior encabeçava um grupo editorial chamado Atticus publishing.

 

Com material do Védomosti 

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