Abramovitch lidera lista de russos ‘mais generosos’

Abramovich ocupa a 68° posição no ranking das pessoas mais ricas do planeta, segundo a revista Forbes Foto: PhotoXPress

Abramovich ocupa a 68° posição no ranking das pessoas mais ricas do planeta, segundo a revista Forbes Foto: PhotoXPress

Proprietário do Chelsea doou US$ 310 milhões ao longo dos últimos três anos.

O bilionário russo e proprietário do Chelsea Football Club, Roman Abramovitch, é o filantropo mais generoso da Rússia, depois de ter doado ao longo dos últimos três anos US$ 310 milhões de sua fortuna estimada em US$ 12,8, informou a agência de informações financeiras Bloomberg nesta terça-feira (23).

Os cálculos da agência mostram que Abramovitch, 46, já gastou mais dinheiro em caridade do que qualquer uma das 15 pessoas mais ricas da Rússia no mesmo período. O magnata doou US$ 100 milhões só para região de Tchukotka, no extremo oriente da Rússia, onde já ocupou o cargo de governador.

No geral, tanto em caridade como investimento corporativo, o bilionário russo doou e investiu mais de US$ 2,5 bilhões em projetos de infraestrutura em Tchukotka desde 1999, incluindo a construção de escolas e hospitais.

Abramovitch acumulou parte de sua riqueza por meio das polêmicas compras de recursos do petróleo e do alumínio da Rússia na década de 1990, sob o então presidente Boris Iéltsin. Atualmente divide seu tempo entre a Rússia, o Reino Unido e França. Não ficou claro se essas doações, corporativas ou pessoais, são passíveis de dedução de imposto na Rússia ou em outras jurisdições.

Alicher Usmanov, proprietário da gigante dos metais Metalloinvest e empresário mais rico do país, cuja fortuna é estimada pela Forbes em US$ 17,6 bilhões, doou US$ 247 milhões, enquanto Víktor Vekselberg, proprietário do Renova Group, vem em terceiro lugar com doações num total de US$ 160 milhões.

“Nos últimos anos, os magnatas russos começaram a prestar atenção no que podem fazer para mudar a vida para melhor”, disse Edward Mermelstein, advogado nova-iorquino que ajudou Vekselberg a implementar um projeto para resgatar os sinos das igrejas da Rússia pré-revolução instalados na Universidade de Harvard.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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