Sibéria privatizada

Foto: ITAR-TASS

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Governo venderá 25,5% das ações da terceira maior companhia aérea da Rússia, a Sibéria, parte do grupo S7 Airlines. De acordo o jornal Kommersant, entre os possíveis compradores do pacote de ações estão a aliança Oneworld e empresas do Oriente Médio.

No final de março, o banco de varejo Alfa Bank anunciou que aceitará, até 18 de abril de 2013, pedidos de compra para uma fatia de 25,5% das ações da companhia aérea Sibéria.

O leilão será realizado em 25 de abril e o preço inicial do pacote será de 1,1 bilhões de rublos (cerca de US$ 35,6 milhões). Não serão aceitos pedidos de empresas que tenham mais de 20% de participação do Estado.

Uma fonte próxima do governo informou ao jornal Kommersant que os mais prováveis compradores do pacote de ações são parceiros europeus da S7, a aliança Oneworld e a British Airways, além de empresas do Oriente Médio e companhias de baixo custo que querem entrar no mercado russo. A aquisição das ações, que atualmente pertencem ao Estado, pode ser um atalho para essas.

A Sibéria já iniciou negociações preliminares com diversas empresas. Por US$ 36 milhões, o investidor receberá um pacote de controle de uma das maiores companhias aéreas da Rússia, entrando no negócio como acionista majoritário e recebendo parte de seus lucros, que crescem rapidamente.

A companhia aérea Sibéria tem tem matriz no aeroporto Tolmatchevo, na cidade de Novosibirsk. Faz parte do S7 Group, proprietário também da companhia aérea Globus e membro da aliança aérea internacional Oneworld. Das ações da Sibéria, 71,3% pertencem ao grupo S7.    

Só em 2012, a Sibéria transportou 8,29 milhões passageiros, ocupando o terceiro lugar no ranking das maiores companhais aéreas da Rússia. Sua frota é composta por 51 aeronaves que atingem 83 destinos em 26 países. A Sibéria tem voos diretos de Moscou a Madrid, Tóquio, Pequim, entre outras grandes capitais.

De acordo com dados do Kommersant, o lucro líquido da companhia em 2011 ultrapassou os US$ 23 milhões.

O Estado tenta se desfazer das ações da Sibéria desde 2001. Em 2006, a empresa passou a fazer parte do plano de privatização do governo, mas o leilão de dezembro de 2006 foi adiado. O preço inicial de US$ 96 milhões pode ter sido o motivo da ausência de compradores em março de 2007.     

“O pacote de ações não causou interesse especial porque seu tamanho não permite participar em questões estratégicas ou na atividade operativa da companhia aérea”, explica Anatóli Khodoróvski, vice-diretor da consultoria de investimentos Region.

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