Governo contesta posição da Rússia em ranking do Banco Mundial

Apesar das transformações no cenário empresarial russo, mudanças só vão ser sentidas a partir de maio  Foto: ITAR-TASS

Apesar das transformações no cenário empresarial russo, mudanças só vão ser sentidas a partir de maio Foto: ITAR-TASS

Ministério do Desenvolvimento Econômico aponta melhorias no setor energético e de registros que colocariam o país em 44º lugar no ranking mundial de facilidade para fazer negócios. De acordo com lista oficial, Rússia teria escalado apenas 8 posições para 112º lugar.

O Ministério do Desenvolvimento Econômico publicou em seu site um comunicado no qual comenta as conclusões feitas pelo Banco Mundial a respeito da economia russa, após as reformas iniciadas no ano passado. Segundo o último ranking de facilidade para fazer negócios do Banco Mundial, que analisa o ambiente de negócios em 185 economias, a Rússia subiu de 120º para 112º lugar.

“Um ambiente institucional amigável aos negócios é criado em nível federal e regional”, justificou o vice-ministro da Economia, Serguêi Beliakov. O Banco Mundial, por sua vez, analisa sobretudo o ambiente de negócios nas capitais dos países abrangidos pelo estudo. “Muitas das normas institucionais elaboradas de acordo com as recomendações da instituição internacional já foram aprovadas e entraram em vigor”, acrescentou Beliakov.

Para saber quantas posições o país teria subido se todas as reformas aprovadas tivessem sido concretizadas, o ministério responsável fez uma reavaliação do ambiente de negócios no país. “Porém, partimos da suposição de que todas as reformas foram realizadas e tiveram efeito, o que, infelizmente, não é assim.  Além disso, nosso estudo só avalia  as reformas na Rússia e não considera eventuais progressos em outros países”, disse o vice-ministro.

Na teoria, o resultado exposto no comunicado do ministério é impressionante. Em termos de facilidade para uma empresa conseguir licença de construção,  Rússia estaria em 17º lugar; em 63º para obter acesso às redes elétricas; em 86º quando se trata de participação no comércio internacional; na facilidade para registros de propriedades em 9º e para registros de empresas, em 70º. Em suma, a Rússia poderia ocupar a 44ª posição no ranking geral, aponta o comunicado do órgão russo.

“Não houve reformas revolucionárias no setor de construção, mas algumas mudanças positivas foram realizadas nos últimos três anos”, afirma o diretor-geral da empresa de construção civil Krosta, Aleksêi Dobachin. Neste ano, os procedimentos de apreciação e aprovação de documentos se tornaram mais transparentes e os prazos passaram a ser observados.

“Além disso, no último verão começou a reforma do quadro institucional do país com o objetivo de facilitar às empresas privadas o acesso às redes elétricas”, completa o diretor do Fundo de Desenvolvimento Energético, Serguêi Pikin. O novo regulamento entrou em vigor em janeiro passado, mas os resultados práticos só deverão ser percebidos em maio.

Em dezembro de 2011, o então primeiro-ministro e atual presidente Vladímir Pútin fixou o objetivo de fazer com que a Rússia suba para a 20ª posição até 2020.

 

Publicado originalmente pelo Vedomosti 

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