País quer ampliar áreas exploradas de petróleo e gás em 25%

Foto: ITAR-TASS

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Um dos principais objetivos do novo programa estatal do Ministério de Recursos Naturais é ampliar a exploração de reservas de petróleo e gás em 25% até 2020. Para tanto, o ministério deve injetar US$ 98 bilhões à exploração e desenvolvimento de novas reservas. Maior demanda pelas commodities está na Ásia e na América Latina, de acordo com porta-voz do ministério.

No últimodia 26 de fevereiro, o ministro dos Recursos Naturais da Rússia, Serguêi Donskoi, apresentou um programa estatal para o ampliar a exploração das reservas energéticas da Rússia até 2020.

Os recursos minerais continuam a ser a principal base para o orçamento da Rússia e para o potencial de exportação do país", disse Donskôi.

Segundo especialistas, a demanda global por matérias-primas continuará a crescer pelo menos até 2030, e a Malásia e a América Latina serão os principais compradores dessas commodities. De acordo com dados do Ministério dos Recursos Naturais da Rússia, até 2030 a demanda por petróleo crescerá 14%; por gás, de 36% a 52%; por metais ferrosos e não-ferrosos, de 30% a 45%; e por minérios raros, de 30% a 35%

As reservas russas, porém, estão diminuindo. Cerca de 60% dessas contêm 300 mil toneladas que poderão ser extraídos em apenas um ano. Menos de 1% dos depósitos contém reservas de mais de 15 milhões de toneladas, e a exploração e produção estão se deslocando para áreas mais remotas da Rússia que não têm a infraestrutura necessária para tal.

O Ministério dos Recursos Naturais pretende mudar essa situação investindo US$ 98 bilhões no desenvolvimento dessas áreas. De acordo com o Ministério, esses investimentos devem elevar o valor das reservas subterrâneas estratégicas em US$ 5,6 trilhões. O fenômeno terá reflexo na parcela do orçamento proveniente de impostos, que poderá aumentar de 30% a 40%.

Assim, as reservas de petróleo aumentarão em 6,01 bilhões de toneladas e ultrapassarão as 30 bilhões de toneladas, e as de gás natural aumentarão em 12,6 milhões de metros cúbicos.

Segundo o analista da União de Produtores de Gás e Petróleo da Rússia, Rustam Tankaiev, os planos do Ministério são realizáveis. "No entanto, é preciso aumentar as reservas e intensificar a extração de gás natural apenas nas regiões que carecem do seu próprio gás”, diz Tankaiev. “As atuais reservas de gás na Rússia que ultrapassam os 50 trilhões de metros cúbicos já são demasiadamente grandes. A Rússia não consegue vender os 600 bilhões que produz atualmente”, completa.

A principal causa dissofoi a queda nas exportações da Gazprom para a Europa. O gás russo é o mais caro do continente europeu, onde o preço médio é de cerca de US$ 402 por quilômetro cúbico, por isso compradores evitam o gás russo.

Na atualidade, apenas empresas estatais fazem a prospecção geológica na Sibéria Oriental, já que as operações na região ainda não são rentáveis.

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