Rosneft e Exxon Mobil acertam exploração no Golfo do México

Diretor-executivo da Rosneft, Ígor Sêtchin. Foto: Reuters

Diretor-executivo da Rosneft, Ígor Sêtchin. Foto: Reuters

Parceria prevê exploração de blocos usando tecnologia de ponta e expertise de execução em águas profundas.

A Neftegaz America Shelf LP, subsidiária indireta e independente da russa petrolífera estatal russa Rosneft, está adquirindo uma participação de 30% em 20 blocos de exploração em águas profundas no Golfo do México, mantidos pela Exxon Mobil.

O acordo foi assinado nesta quarta-feira (6) entre o diretor-executivo da Rosneft, Ígor Sêtchin, e Stephen Greenlee, presidente da ExxonMobil.

Os 20 blocos têm uma área total de aproximadamente 111.600 hectares (450 quilômetros quadrados) em águas que variam entre 640 e 2.070 metros de profundidade.

Dezessete estão localizados na porção ocidental do Golfo do México e três, na região central do golfo.

A ExxonMobil detém 70% de participação nos blocos, onde está sendo realizada uma análise de dados sísmicos. Atualmente, não existe produção alguma nos blocos.

A ExxonMobil tem um longo histórico de exploração segura de petróleo e gás no Golfo do México usando sistemas de segurança e proteção ambiental de última geração”, disse Greenlee. “Estamos ansiosos para trabalhar com a Rosneft e suas afiliadas, para explorar esses blocos usando nossa tecnologia de ponta e expertise de execução em águas profundas.”

Sêtchin acredita que os acordos oferecem à Rosneft e suas afiliadas acesso a uma das bacias mais prolíficas do mundo. “Os esforços conjuntos de nossas empresas vão garantir o desenvolvimento mais eficiente desses blocos, com a aplicação das últimas tecnologias e seguindo os padrões de excelência ambiental”, afirmou o diretor-executivo da Rosneft.

Além disso, a experiência e o conhecimento adquirido no processo pode ser potencialmente usado no desenvolvimento de blocos em águas profundas na Rússia, incluindo na depressão de Tuapse, no mar Negro, tal como previsto no Acordo de Cooperação Estratégica”, completou Sêtchin.

 


Publicado originalmente pela agência de notícias RIA Nóvosti

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