PepsiCo e Coca-Cola perdem espaço no mercado de sucos da Rússia

Foto: PhotoXPress

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Segundo os representantes oficias das empresas, o fenômeno é resultado da otimização de negócios, enquanto os especialistas o atribuem às atividades de redes varejistas para a promoção de suas próprias marcas.

Líderes indiscutíveis do mercado de sucos russo, a PepsiCo e a Coca-Cola, que compraram as maiores fabricantes locais, a Wimm-Bill-Dann e a Lebedianski e a Nidan e a Multon, respectivamente, estão perdendo espaço na Rússia.

Em 2012, as empresas tiveram sua participação conjunta reduzida em 7 pontos percentuais, para 64%, enquanto, em 2010, sua fatia no mercado russo era de 82%.

Segundo os representantes oficias das empresas, o fenômeno é resultado da otimização de negócios, enquanto os especialistas o atribuem às atividades de redes varejistas para a promoção de suas próprias marcas.

No ano passado, a fatia da PepsiCo encolheu de 45,4%, para 40,3%, enquanto a Coca-Cola teve sua participação reduzida de 26,7% para 24%.

Como resultado, a marca russa Sadi Pridonia aumentou sua presença no mercado de 6,7% para 9%. Em 2012, a Urfs (União Russa de Fabricantes de Sucos) estimou o mercado russo em três bilhões de litros em volume físico e em cerca de R$ 10 bilhões em valor.

A diretora de marketing do mercado de sucos da PepsiCo, Natalia Vasina, explica a redução da fatia da empresa em 2012 com a retirada de pequenas marcas locais da carteira de produtos da empresa.

Já a diretora do setor de agroindústria do grupo de consultoria NEO Centre,  Anastasia Zalutskaia, explica o encolhimento com as atividades de redes varejistas para a promoção de suas próprias marcas (“private labels”).

"Eles oferecem seus produtos a preços mais atraentes para o consumidor, ao contrário de grandes atores do mercado", disse a especialista.

Segundo ela, o produto lançado por uma rede varejista sob sua marca é 10% a 15% mais barato do que seus pares diretos. Essa tendência é observada não só no mercado de sucos, mas também em outros segmentos do mercado de alimentos, constata a especialista.

Segundo a Urfs, em 2012, as “private labels” tiveram uma fatia de 7% das vendas, aumentando sua participação no mercado de dois a três ponto percentuais.

 

Publicado originalmente pelo Kommerasant

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