Acordo pode selar união de maiores produtores de ouro e prata da Rússia

Foto: TASS

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Depois da venda dos 38% da Polyus Gold pertencentes ao grupo Onexim, empresa poderá se juntar à Polymetal.

O grupo Onexim de Mikhail Prokhorov fez um acordo com um pool de investidores para vender todas as suas ações na empresa de mineração de ouro Polyus Gold Internacional (37,78%), segundo informações da Bloomberg.

O valor da transação e os nomes dos investidores não foram divulgados, contudo. A Bloomberg ressalta que os compradores foram atraídos pelo grupo Nafta Moskva, de outro coproprietário da Polyus, Suleiman Kerimov (40,2%).

No fechamento do pregão da bolsa de valores de Londres na última quarta-feira (23), o pacote de Prokhorov valia US$ 3,6 bilhões, mas na quinta-feira (24) as ações da Polyus tiveram uma forte alta de quase 10%.

A notícia da intenção de o grupo Onexim negociar sua participação com a Polyus tornou-se pública em setembro. Na ocasião, a empresa de Prokhorov informou que está em acordo com dois candidatos, cada um disposto a adquirir menos de 20%.

A Nafta Moskva anunciou que não está entre os pretendentes, mas pode fornecer financiamento ou outro apoio para um deles.

De acordo com uma fonte próxima a um dos acionistas da Polyus, os compradores estão sendo financeiramente apoiados pelas estruturas de Kerimov, o que já uma prática comum para o empresário.

Em 2010, o coproprietário da Polyus se uniu a Alexandr Nesis e Philaret Galchev na compra de 63,5% da Uralkali. Em seguida, o controle do segundo maior produtor de potássio, a Silvinit, foi adquirido por Anatóli Skurov e Zelimkhan Mutsoev, juntamente com Kerimov. Menos de um ano mais tarde, as duas empresas se fundiram, tornando-se o maior produtor de cloreto de potássio do mundo.

Em 2012, Kerimov propôs ainda fundir a Polyus com outro grande produtor de ouro e maior produtor de prata na Rússia, a Polymetal. A transação foi discutida por meses, mas as partes acabaram não chegando a nenhum acordo.

Essa ideia pode ter uma continuação e uma fusão será provável”, dizem duas fontes do jornal russo “Vedomosti”.

Não há uma sinergia evidente durante a fusão de duas empresas, nem operacional e nem de distribuição”, julga Kirill Chuyko, analista da BCS. Somente a equipe de gerentes de ambas as empresas podem unir seus conhecimentos e experiência para um desenvolvimento dos depósitos de minério mais eficiente.

Em compensação, a empresa resultante terá uma chance para entrar para o ranking das cinco maiores empresas de mineração de ouro do mundo — o volume total do metal precioso poderá chegar a 2,3 milhões de onças. Depois de 2011, a Polyus passou a ocupar o 9º lugar no mundo.

 

Originalmente publicado pelo jornal  Vedemosti

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