México volta a comprar helicópteros russos Mi-8/17

Mi-8/17 pode transportar até 36 soldados ou 4 toneladas de carga na cabine

Mi-8/17 pode transportar até 36 soldados ou 4 toneladas de carga na cabine

Valéri Charifulin/TASS
Apesar de histórico de dificuldades as partes, demanda por helicópteros de múltiplas funções russo voltou a crescer. Máquinas serão usadas sobretudo em operações de combate ao tráfico de drogas nas fronteiras.

O México vai adquirir um novo lote de helicópteros russos Mi-8/17, anunciou à Gazeta Russa o diretor do departamento de marketing da Rosoboronexport (estatal responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Aleksandr Denísov.

Segundo o empresário, as partes assinaram o respectivo acordo de intenção durante a exposição internacional Famex-2017, realizada na Cidade do México no final de abril.

“Pelo contrato, o México receberá os novos Mi-17B5, que têm novos motores VK-2500, fabricados pela Klimov. Esses veículos são mais rápidos e econômicos”, diz o diretor comercial da revista “Arsenal Otetchestva”, Aleksêi Leonkov.

Esses helicópteros serão “usados no combate ao tráfico de drogas perto da fronteira do México com os EUA, além de em operações de busca e salvamento”, prevê o especialista.

México começou a adquirir helicópteros russos em 1995 (Foto: Russian Helicopters)México começou a adquirir helicópteros russos em 1995 (Foto: Russian Helicopters)

Os Mi-17B5 podem transportar até 36 soldados ou 4 toneladas de carga na cabine, ou até 4,5 toneladas de armas diferentes em uma plataforma suspensa.

“Outra vantagem dessas máquinas é a possibilidade de realizar missões em áreas montanhosas e em condições climáticas extremas”, acrescenta.

O último lote de helicópteros de ataque e transporte de carga ou tropas Mi-17 foi fornecido ao país latino-americano no final de 2012. Essas máquinas já são empregadas sobretudo em operações especiais contra o tráfico de drogas.

Problemas no pós-venda

Embora a demanda por helicópteros russos tenha crescido após o sucesso de missões  na região, o histórico de cooperação entre Rússia e México é marcado por turbulência. Devido a problemas no serviço pós-venda, as partes até congelaram a parceria.

“Após o fornecimento de Mi-17, os russos acusaram os mexicanos de usar peças falsificadas nos helicópteros. Quando estavam em conserto em São Petersburgo, a promotoria militar russa os reteve até esclarecer o que havia acontecido”, relembra o especialista do Centro de Estudos da Sociedade em Crise, Aleksêi Krivopalov.

“Mais tarde, os helicópteros foram devolvidos para o México sem determinar os culpados. Esse incidente afetou consideravelmente a cooperação bilateral e os mexicanos começaram a desenvolver as relações com os EUA e a Europa”, continua.

Para Krivopalov, a Rússia deverá assumir novos esforços para garantir um serviço pós-venda melhor aos parceiros mexicanos. “Especialmente considerando que esse sempre foi o ponto mais fraco do complexo militar-industrial russo”, diz Krivopalov.

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