Três Brics são apontados como os cinco maiores exércitos do futuro

mil.ru
Exércitos de China, Índia e Rússia são destaque em publicação norte-americana. França e Estados Unidos completam topo de ranking.

Rússia, EUA, China, Índia e França serão as mais poderosas forças armadas do mundo em 15 anos, segundo publicação político-militar “The National Interest”.

Para chegar a esta conclusão, os autores da previsão levaram três fatores em conta: o acesso dos militares a recursos nacionais, incluindo mais recente tecnologia e inovação; apoio da liderança do país, permitindo que as forças armadas mantenham a sua independência; e a capacidade de testar novas armas e táticas em combate.

Rússia

O Exército russo passou por um momento difícil de transformação e restauração do acesso a verbas nacionais no período que seguiu a Guerra Fria. Juntamente com a recuperação econômica, houve uma poderosa corrente de investimentos nas forças armadas, enquanto a reforma das divisões de elite permitiram à Rússia conduzir duas operações militares bem-sucedidas, na Tchetchênia e na Ossétia do Sul. As forças terrestres podem ter dificuldade de acesso à tecnologia no futuro, uma vez que o complexo militar-industrial do país ainda se recupera do colapso da URSS, segundo o colunista da “The National Interest” Robert Farley. No entanto, o Exército nacional manterá as suas principais vantagens por um longo período – o tamanho e a força psicológica de seus soldados.

Russian troops. Source: mil.ruTropas russas Foto: mil.ru

Estados Unidos

O elevado nível de prontidão do Exército norte-americano será fornecido até 2030 por um sistema inovador no complexo militar de defesa, disponível para todas as todas unidades militares dos EUA: Marinha, Força Aérea e Exército terrestre.

Além disso, os militares norte-americanos “mantiveram a forma” ao longo dos últimos 15 anos em combates contra o terrorismo no Iraque e no Afeganistão. Trata-se do maior período de guerra desde os tempos dos conflitos contra os povos ameríndios da América do Norte. Essa constante tensão impõe diversas ameaças, como uma depleção completa das unidades em consequência de guerras incessantes.

US troops in Afghanistan. Source: Press PhotoSoldados norte-americanos no Afeganistão Foto: Divulgação

China

A principal vantagem do Exército de Libertação do Povo Chinês (CPLA) continua a ser o seu tamanho, e a desvantagem mais significativa, a falta de experiência em termos de aplicação prática. A última vez que os militares chineses participaram de um conflito foi em 1979, durante a guerra contra o Vietnã. Como o norte-americano, o Exercito chinês tem acesso total a recursos e tecnologias nacionais. Embora o desenvolvimento da economia chinesa tenha proporcionado aos militares a oportunidade de construir armas modernas, estas permanecem inacessíveis para os vizinhos na região Ásia-Pacífico.

CPLA. Source: kremlin.ruExército chinês durante desfile Foto: Kremlin.ru

Índia

Ao contrário da China, o Exército indiano tem grande experiência de combate; realiza constantes operações contra rebeldes maoístas no interior do país e se opõe a separatistas da Caxemira, que gozam de apoio maciço do Paquistão.

A desvantagem do Exército indiano é seu atraso tecnológico, que vem sendo revertido com a compra de sistemas modernos da Rússia, dos EUA e de Israel. Mesmo assim, a liderança em Nova Déli tem por missão desenvolver armamento nacional.

IAF Special Forces. Source: DeshGujarat/wikipedia.orgForças especiais do Exército indiano Foto: DeshGujarat/wikipedia.org

França

O Exército francês vai, em um futuro breve, tornar-se a grande potência militar na Europa. Deve “ganhar o controle do aparato militar no Velho Mundo (Europa) e determinar, em grande medida, a política de segurança no continente”, sugere o colunista da ‘National Interest’. A principal vantagem da estrutura militar francesa é o apoio recebido do governo, que investe volumosas quantias no setor de defesa.

French paratroopers. Source: wikipedia.orgMembros de tropas aerotranportadas da França Foto: wikipedia.org

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