Nove curiosidades a bordo do Almirante Kuznetsov

Admiral Kuznetsov atracado no porto de Severomorsk após missão no Atlântico e no Mediterrâneo

Admiral Kuznetsov atracado no porto de Severomorsk após missão no Atlântico e no Mediterrâneo

RIA Nôvosti
Peça-chave da Frota russa, porta-aviões coleciona recordes e histórias. De “resgate” na Ucrânia a especificidades técnicas, confira destaques e vídeo sobre o navio.

1. Aeródromo prevenido

Com um poderoso arsenal de mísseis, o Almirante Kuznetsov faz da Rússia o único país do mundo que possui um porta-aviões “armado até os dentes”. No resto do mundo, essas embarcações são limitadas a aeródromos flutuantes.

2. Maior e mais pesado

Trata-se do maior navio já projetado na União Soviética e na Rússia – são cerca de 62 mil toneladas.

3. Quatro nomes e uma sentença

O Almirante Kuznetsov detém o recorde de nomes entre os navios de guerra russos. Foi originalmente chamado de “Riga”, renomeado como “Leonid Brejnev”, e depois, “Tiflis”. Enfim, recebeu o nome pelo qual é conhecido hoje, em homenagem ao lendário almirante soviético Nikolai Kuznetsov.

4. Pista de pouso/decolagem X Catapulta a vapor

Essa embarcação conta com uma pista de pouso e decolagem convencional, embora tivesse sido projetada a implantação de catapultas a vapor – opção esta que encarecia demais o custo de produção do navio.

5. Treinamento ainda em terra

Nos tempos soviéticos, a Crimeia ganhou um centro de formação especial para os operadores de porta-aviões. As instalações simulam o convés do navio.

6. Selo de autoproteção

É um navio bem equipado e requer proteção de apoio, mas não tanto quanto os navios norte-americanos. No total, possui doze sistemas antinavio Granit, seis canhões automáticos AK-630, dois lançadores de foguetes antissubmarinos UDAV (Boa), sistema de defesa antiaérea Kinjal e um complexo de mísseis de artilharia Kortik, que não permite que o inimigo se aproxime do porta-aviões nem por ar, nem por água.

7. O resgate do porta-aviões

Após a queda da União Soviética, a Ucrânia poderia ter mantido o Almirante Kuznetsov – e, de fato, chegou declará-lo como seu. Em 1991, porém, o navio foi atribuído à Frota do Norte da Rússia, embora fosse testado na Frota do mar Negro e tenha permanecido em território ucraniano.

Para “resgatar” o porta-aviões, o então primeiro vice-comandante da Frota do Norte voou para a Ucrânia e ordenou que a embarcação fosse transportada às pressas para o porto russo de Severodvinsk.

O navio partiu de Feodosia, sem que a luz de ré fosse acesa, e seguiu para o seu lar permanente. Ao longo de três semanas, navegou sem aviões e apenas um terço da tripulação, já que os marinheiros estavam de licença. Segundo o vice-almirante, os tripulantes poderiam “tomar um trem” e os aviões chegariam “por si mesmo”.

8. Milagre da quase morte

Se tivesse permanecido na Ucrânia, é provável que o porta-aviões tivesse o mesmo destino dos navios do projeto 1143. Hoje, o cruzador Kiev entretém turistas na China como um museu-hotel, e o Uliánovsk virou sucata. Além disso, a Ucrânia decidiu vender à China seu navio Variag como um cassino flutuante, mas o governo local decidiu usá-lo como molde de seu próprio – e primeiro – porta-aviões, o Liaoning.

9. Único e indispensável

Em 2015, o Exército russo declarou que a construção de um segundo porta-aviões não seria discutida, pelo menos, durante os próximos cinco anos. Ao que tudo indica, o Almirante Kuznetsov continuará sendo o único porta-aviões russo dedicado a proteger os interesses do país nos oceanos do mundo.


Fonte: YouTube/CtrlAltDel

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