Esconde-esconde: 5 técnicas de camuflagem militar

Marina Lystseva / TASS
Truques militares evitam perdas no campo de batalha.

Com técnicas de camuflagem, o Exército pode finalizar missões no campo batalha com um mínimo de perdas. Mesmo se o inimigo estiver equipado com os mais modernos os equipamentos mais inteligentes, a aplicação criativa da camuflagem de armamento irá desorientá-lo e dificultará a apontaria, a determinação do alvo à distância e a destruição do equipamento. 

Pintura

A pintura camuflada, mais conhecida técnica do tipo, é uma das mais usadas para manter o material militar escondido dos olhos do inimigo vigilante nos abrigos até o momento certo. Ao alterar a cor de um objeto, pode-se diminuir sua visibilidade e distorcer sua aparência. É justamente por isso que a maioria dos tanques russos T-72 têm cor marrom esverdeada –predominante na porção europeia do país, enquanto o T-90, que foi passou por testes no Peru em 2013, foi pintado com um tom cinza amarelado.

Enrolando na rede

Exercícios estratégicos no Distrito Militar Siberiano. Foto: Alexandr Kryazhev / RIA Novosti

Um modo muito mais rápido e barato – mas nem sempre o mais adequado – de é cobrir seu equipamento com algum disfarce em forma de rede com muitas fitas plásticas pintadas entrelaçadas. A cor, que pode ir do branco "ártico" ao marrom, mais uma vez dependerá da área dos combates. A rede não deve se deteriorar mesmo sob temperaturas extremas, resistente ao fogo, umidade, mofo e luz solar direta. Mas ela tem uma séria desvantagem: protege a técnica apenas da detecção ótica do adversário. Ou seja, enquanto a câmera de um drone de reconhecimento não verá nada de suspeito, um equipamento de detecção com termovisor, por exemplo, consegue reconhecer facilmente tanques escondidos ou mísseis anti-aeronaves, já que seus motores e componentes podem ter temperatura superior à ambiente.

Cortina de fumaça

Veículo pesado passa através de cortina de fumaça durante exercícios militares na região de Saratov. Foto: Artyom Zhitenev / RIA Novosti

Para que o inimigo não consiga adivinhar onde está montado o equipamento militar, as cortinas de fumaça devem muito maiores que o objeto que se quer esconder. Chamadas de camuflagem de fumaça, as cortinas de fumaça são ideais para se combinar com outras técnicas de camuflagem de pintura ou redes. No entanto, são um método de disfarce caprichoso e pouco confiável, uma vez que só funcionam com tempo seco, claro e com pouco vento. A calmaria total, isto é, a absoluta ausência de vento, também não é ideal.

Cortina inflável

Maquete de um lançador 5P85TM exibida em feira internacional de defesa em Moscou. Foto: Marina Lystseva / TASS

As cortinas pneumáticas ou infláveis são mais confiáveis que as de aerossol. Bastam alguns minutos enchendo-as de ar e o tanque, aeronave ou míssil terra-ar estarão prontos. Do ar é impossível distingui-las, porém, do equipamento. As maquetes pneumáticas são envoltas por uma capa hermética. Cada maquete está equipada com simuladores térmicos e de radar, unidades de alimentação e ventiladores. O peso de cada uma dessas maquetes pode variar de 30 a 100 quilos. Elas podem ser transportadas tanto por estrada, como via marítima ou aérea, e algumas delas cabem facilmente em uma simples mochila.

Holograma

Na exposição ‘Dias de Inovações’ do Ministério da Defesa, que aconteceu de 5 a 6 de outubro, anunciou-se a criação de uma técnica radicalmente nova para camuflar sistemas de mísseis estratégicos Yars. Essa, com a ajuda de laseres, desenha enormes hologramas que simulam plataformas de lançamento de Yars. Segundo os criadores, esse efeito visual permitirá enganar o inimigo, levando-o a crer na existência de mísseis em locais onde há nada, enquanto as verdadeiras plataformas de mísseis estarão camufladas sob imagens do local de fundo ou sob objetos.

 

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