Este artista soviético transformava fotografias em objetos de arte tridimensionais

Cultura
ANNA POPOVA
Vladímir Kuprianov fez experiências com a fotografia, convertendo impressões em telas de grande escala.

Diretor de teatro por formação, Kuprianov criava fotografias literalmente do nada. Chegou, por exemplo, a parar uma procissão de casamento para convencer os noivos a correr em direção à câmera e tirar closes deles.

Ele não usava apenas fotografias próprias, mas também outras que encontrava, criando instalações a partir delas. Superexpostas, divididas em partes, sobrepostas em camadas, os fotogramas se tornavam objetos fotográficos tridimensionais.

No início dos anos 1990, o artista criou uma série de painéis compostos por fotografias. Por exemplo, de uma foto de operários em uma das fábricas de Moscou, nasceu uma obra quase bíblica: ‘Não me expulse da Tua presença’.

E completou a série de retratos de operários com um trecho do poema de Púchkin “A luz do dia se apagou”...

As obras acima fizeram parte da exposição “Vladímir Kuprianov. O Retorno do Tempo”, que esteve em cartaz no Museu de Arte Moderna de Moscou.

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