Drones substituirão aviões Su-24 em missões de reconhecimento

Vitaly V. Kuzmin/vitalykuzmin.net
Veículos aéreos não tripulados de longo alcance são ainda mais eficientes que aeronaves para recolher informações.

O Ministério da Defesa da Rússia iniciou a modernização gradual dos esquadrões de reconhecimento das Forças Aeroespaciais, que inclui a substituição de aviões por veículos aéreos não tripulados.

Segundo o jornal Izvéstia, hoje essas unidades russas estão equipadas com aeronaves supersônicas Su-24MR, baseadas no famoso bombardeiro da linha de frente soviética. Mas os militares russos acreditam que os novos drones russos Orion e Altius poderão substituir os aviões Sukhoi.

"A decisão sobre o rearmamento dos esquadrões de aeronaves de reconhecimento da Força Aérea já foi tomada. Está previsto que as unidades sejam complementadas com os mais recentes veículos aéreos não tripulados de longo alcance. Esses drones encontram o inimigo usando um sistema ótico-eletrônico e podem detectar tropas e objetos inimigos através de sua radiação eletrônica", lê-se no comunicado da pasta da Defesa.

O período de rearmamento das unidades dependerá dos ritmos de produção e dos prazos de entrega dos drones aos militares.

Segundo especialistas militares, a pasta da Defesa russa não poderá abandonar completamente o uso de aeronaves tripuladas nas missões de reconhecimento. Os velhos Su-24MR serão substituídos também por caça-bombardeiros Su-34, que têm sistemas de reconhecimento optoeletrônica modernizados.

O que se sabe sobre o drone Orion?

Em 2020, as Forças Armadas russas receberam os três primeiros drones de ataque Orion, desenvolvidos pela empresa russa Kronstadt. Esses veículos aéreos pertencem à classe de voo longo de média altitude.

Com envergadura de mais de 16 metros e comprimento de 8 metros, o Orion tem um peso de decolagem de uma tonelada. Segundo especialistas militares, a carga útil é de até 250 kg.

O drone russo é equipado com um conjunto de sistemas radioeletrônicos de múltiplas funções que inclui uma estação optoeletrônica na parte inferior para realizar o reconhecimento, buscar alvos e monitorar os resultados do ataque.

O drone foi desenvolvido para realizar missões de ataque e pode ser equipado com mísseis guiados, bombas de vários tipos e disparar projéteis de pequeno calibre.

"Sua principal arma é a bomba planadora UPAB-50 com uma ogiva do sistema de mísseis ‘Grad’. O Orion também pode levar bombas guiadas a laser ou infravermelho KAB-50", diz o professor da Academia de Ciências Militares, Vadim Koziúlin.

No entanto, o drone ainda não foi testado como arma de ataque e realizou apenas missões de reconhecimento, em 2018, na Síria.

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