Reino Unido acusa governo russo de usar Kaspersky Lab para espionagem; empresa de antivírus nega

Estima-se que cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo usem os produtos e serviços da Kaspersky Lab

Estima-se que cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo usem os produtos e serviços da Kaspersky Lab

Reuters
Empresa de soluções tecnológicas russa desmentiu relatos de que o Kremlin poderia obter informações confidenciais de Londres por meio de seus softwares.

Na sexta-feira passada (1º), o Centro Nacional de Cibersegurança da Grã-Bretanha (NCSC, na sigla em inglês) proibiu todos os departamentos governamentais de usar os produtos antivírus da fabricante russa Kaspersky Lab. A suspeita é de que Moscou possa acessar informações confidenciais britânicos por meio dos softwares da empresa.

“Está confirmado na publicação do NCSC que a proibição atual é exclusivamente baseada na análise de potenciais riscos e não na evidência de qualquer irregularidade da Kaspersky Lab. É importante sublinhar que o NCSC não convoca empresas privadas a deixarem de usar os softwares da Kaspersky”, disse a empresa, em nota.

A fabricante russa está atualmente discutindo formas de verificar, de forma independente, a segurança de seus softwares com as autoridades de Londres.

Washington já havia acusado a Kaspersky Lab de ser explorada pelo governo russo. Na ocasião, a empresa também negou as alegações e comparou as ações dos Estados Unidos com uma “inquisição” e “caça às bruxas”.

Em um relatório publicado há duas semanas, o site WikiLeaks divulgou o código de um vírus de origem americana chamado Hive que foi usado pela agência de inteligência dos Estados Unidos CIA para mascarar suas atividades e se passar por diferentes empresas, incluindo a russa Kaspersky Lab.

Evguêni Kaspersky, CEO da empresa russa, comparou ações americanas com

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