Rússia estreia maior quebra-gelo do mundo

Além de facilitar exploração do Ártico, navio ‘Sibir’ ajudará a ampliar a rota comercial entre Europa e Ásia.

A Rússia lançou na sexta-feira passada (22) o mais novo e poderoso quebra-gelo do mundo, “Sibir” (Sibéria, em português). Trata-se do segundo quebra-gelo da classe LK-60Ya; o primeiro, chamado “Arktika” (Ártico), entrou em operação em 2016, e o terceiro navio da classe, o “Ural”, está atualmente na linha de produção. 

O “Sibir” tem 173,3 metros de comprimento por 34 metros de largura, o que o torna o maior quebra-planeta do planeta. A tripulação é composta por 74 membros.

O navio será equipado com dois reatores RITM-200 de propulsão nuclear e só precisará ser reabastecido uma vez a cada sete anos. Esse aparato nuclear de nova geração também será instalado no porta-aviões russo do projeto 23000E.

A nova embarcação é capaz de romper calotas de gelo com 2,8 metros de espessura. Além disso, uma estrutura especial na frente do casco, conhecida como “dente de gelo”, evita que o barco encalhe à medida que avança sobre as camadas e as destrói.

Quebra-gelo

Graças a seu design, de dois calados, o quebra-gelo poderá navegar tanto nas águas do Ártico como na foz de rios polares. Quando os tanques de lastro estão cheios de água, o navio afunda apenas dois metros em relação à superfície. Já na foz dos rios, o navio descarrega água dos balastros, o que possibilita sua navegação por áreas mais rasas.

Quebra-gelo

A construção de quebra-gelos como “Sibir” e “Arktika” acelera o desenvolvimento da Rota do Mar do Norte, que, segundo especialistas, poderá representar 20% do comércio entre a Europa e a Ásia e se tornar um forte concorrente do Canal de Suez.

O presidente Vladímir Pútin destacou a importância do “Sibir” por ajudar a fortalecer a frota nuclear russa e o status do país como uma grande potência naval.

A próxima inovação russa nessa esfera virá com os quebra-gelos da classe Líder. Ainda maiores, mais compridos e mais amplos do que “Sibir”, essas embarcações irão abrir caminho para outros navios rompendo camadas de até quatro metros de gelo.

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