Moscou vai lançar ônibus sem motorista e triplicar parques tecnológicos

Painel com mapa tecnológico de Mosco, no Fórum Urbano 2016

Painel com mapa tecnológico de Mosco, no Fórum Urbano 2016

Anton Novoderejkin/TASS
Iniciativas fazem parte de primeira fase da transformação tecnológica da capital russa.

Ônibus sem motoristas começarão a circular nas ruas de Moscou a partir da Copa do Mundo de 2018. O projeto recém-anunciado de transportes públicos autônomos marcará, segundo o vice-premiê russo Arkádi Dvorkôvitch, a primeira fase de transformação tecnológica da capital.

A ideia é utilizar um projeto de veículo para oito passageiros apresentado durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, no final de junho. “Cerca de 60% do equipamento para o ônibus será nacional”, disse então Aleksêi Bakúlin, diretor-geral da holding Volgabus.

Cingapura, centro financeiro da Ásia e uma das cidades mais modernas do mundo, começará a testar ônibus públicos este ano, e Los Angeles, nos EUA, pretende colocar um modelo similar nas ruas a partir de 2017.

Projeto para cidades

Os problemas de transporte enfrentados por metrópoles em todo o mundo foi um dos destaques do Fórum Urbano de Moscou, no início de julho. “As grandes cidades são os primeiros a experimentar os desafios e problemas, mas também têm mais oportunidades de desenvolvimento”, disse, na ocasião, o prefeito de Moscou, Serguêi Sobiânin.

De acordo com os últimos dados do anuário Demografia de Áreas Urbanas, o mundo tem atualmente 36 megacidades, isto é, áreas metropolitanas com uma população de mais de 10 milhões de pessoas. Uma em cada 12 pessoas no planeta vivem nesses lugares.

Além disso, quase uma em cada três pessoas no planeta vivem agora em grandes cidades com mais de 500 mil habitantes, o que é superior à população mundial em 1930.

“Algumas pessoas pensam que as maiores cidades do mundo estão envolvidas em uma feroz concorrência umas com as outras. Na verdade, nós cooperamos, temos os mesmos problemas e esta cooperação cria uma enorme sinergia para o desenvolvimento”, disse Sobiânin.

Segundo Anthony Mallows, diretor da Masdar City, um dos projetos urbanos em Abu Dhabi mais ambiciosos do mundo, as cidades são, mais do que países e regiões, a fundação do futuro. “Se não soubermos como combinar tecnologias com os desejos dos moradores da cidade, esses lugares não vão funcionar”, afirma.

Parques tecnológicos a triplicar

Na promessa de desenvolver iniciativas inovadoras, Moscou também pretende triplicar o número de parques tecnológicos. Atualmente, estão em operação na capital russa 20 parques como esses, ocupando uma área total de quase 750 mil metros quadrados e com mais de 20 mil funcionários.

Segundo Oleg Botcharov, chefe do departamento de ciência, política industrial e empreendedorismo da cidade de Moscou, essas estruturas não só ajudarão a economia e a criar postos de trabalho, como também lançam as bases de novos centros de desenvolvimento urbano.

“Moscou tem 120 universidades e institutos de alta tecnologia, mas eles não têm acesso ao mercado. Nossa missão é mudar isso para provar que a cidade dispõe de capital intelectual”, diz.

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