EUA e Rússia retiram fontes radioativas da Antártida

Igreja da Santíssima Trindade na Antártida, o templo ortodoxo mais austral do mundo

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Press Photo
Estações polares russas abrigavam equipamento das décadas de 1960 e 70. Trabalho contou ainda com cooperação dos governos da Alemanha e da Argentina.

A Rússia e os Estados Unidos retiraram conjuntamente todas as fontes radioativas das estações polares russas na Antártida, segundo informou o chefe da expedição russa ao continente, Valéri Lukin.

“Nós retiramos 4 RTGs [geradores termoelétricos radioisotópicos] e 4 fontes de radiação ionizante. Estes foram os últimos e não existem mais fontes radioativas nas estações russas na Antártida”, disse.

Esses equipamentos haviam sido levados às estações russas nas décadas de 1960 e 1970 para auxiliar no trabalho de meteorologistas e geofísicos.

Todas as fontes radioativas foram recolhidas e retiradas das estações da Antártica russas ao longo dos últimos anos “graças à cooperação entre expedições russas e norte-americanas”, destacou Lukin.

“E este foi um esforço logístico um tanto difícil porque um navio não pode alcançar o nosso território sem ajuda [de portos no território de outros Estados]”, acrescentou.

Os governos da Alemanha e da Argentina, com quem a Rússia manteve negociações intensas, foram fundamentais para o processo, segundo Lukin.

“O trabalho foi concluído com sucesso e essas fontes de radiação foram transferidas para a organização responsável pela eliminação”, declarou Aleksandr Frolov, chefe do serviço russo de Hidrometeorologia e Monitoramento Ambiental (Rosgidromet).

Além de resíduos radioativos, as estações russas na Antártida também acumulavam grande quantidade de lixo comum. Navios de pesquisa e expedição da Rússia costumam coletar anualmente cerca de 300 toneladas de lixo no continente.

Originalmente publicado pela agência Tass

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