Da tabela periódica à vodca, curiosidades sobre Mendeleev

Mendeleiev nasceu em 8 de fevereiro de 1834, na cidade siberiana de Tobolsk

Mendeleiev nasceu em 8 de fevereiro de 1834, na cidade siberiana de Tobolsk

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Na semana de aniversário do químico e inventor Dmítri Mendeleiev, que faleceu em 1907, conheça outros talentos e fatos curiosos ofuscados pela formulação da tabela periódica.

Inventor da vodca, só que não

Há relatos de que Dmítri Mendeleiev teria estabelecido como padrão o teor alcoólico de 40 graus para a vodca. Pelos boatos, ele teria escrito uma tese sobre a ligação entre o álcool e a água, alegando que esse percentual era o menos prejudicial ao organismo. Mas fato é que ele não disse nada parecido com isso, e o foco de suas teses era outro.

Além do mais, o padrão russo de graduação alcoólica foi introduzido quando o cientista tinha oito anos, ainda na época tsarista, quando o governo tentava combater as vodcas clandestinas.

O17º filho

Dmítri Mendeleiev foi o filho mais novo de uma família que tinha dezessete crianças.

Sonhando com a tabela periódica

Reza a lenda que, durante um cochilo, Mendeleiev sonhou com a tabela periódica e logo ao acordar passou tudo para o papel. O próprio Mendeleiev lidava com esse boato com ironia. “Fiquei pensando na tabela por cerca de 20 anos e vocês dizem: ‘sentou-se e, de repente, está pronto’”, disse certa vez..

Três indicações ao Nobel

Dmítri Mendeleiev foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel de Química, mas nunca o recebeu. A primeira vez foi em 1905, quando o prêmio foi parar nas mãos do alemão Adolf Bayer. No ano seguinte, ele seria o então vencedor se a Academia Real das Ciências da Suécia não tivesse optado pelo francês Anri Muassan, que descobriu flúor. Em 1907, enfim foi proposto que o Nobel de Química fosse compartilhado com o italiano com Stanislao Cannizzaro, mas Mendeleiev em fevereiro daquele ano.

Maestro de destaque

O cientista foi também um mestre com grande experiência pedagógica. Trabalhou como professor de Ciências Naturais em uma escola de Simferopol, na Crimeia, e depois em uma escola secundária na cidade ucraniana de Odessa. Na sequência, foi para a Universidade Imperial de São Petersburgo, onde lecionou por 30 anos.

Navegação ártica

Mendeleiev tinha grande interesse e envolvimento em questões ligadas à construção naval e à adaptação em mares gelados, um assunto sobre o qual escreveu cerca de 40 obras. Participou diretamente do projeto de construção do primeiro navio quebra-gelo ártico, o Iermak, lançado em outubro de 1898. Devido à grande contribuição para as pesquisas na região, uma cordilheira submarina no Oceano Ártico foi nomeada em sua homenagem em 1949.

Fabricante de maletas

Poucos sabem, mas o químico gostava de produzir malas nas horas vagas. O gosto por tal ofício surgiu em Simferopol, quando, durante a Guerra da Crimeia, a escola onde lecionava acabou sendo fechada.

Espião científico

Mendeleiev também já foi uma espécie de espião industrial. Em 1890, o então ministro Nikolai Tchikhatchiov pediu ao cientista que ajudasse na fabricação de pólvora sem fumo. Como se tratava de um material muito caro, a sugestão era que o adivinhasse o segredo de sua produção.

Depois de aceitar o pedido do governo tsarista, Mendeleiev, que teve acesso a dados e relatórios secretos, fabricou dois tipos de pólvora sem fumo.

Mendeleiev, o elemento químico nº 101

O nome de um novo elemento químico descoberto em 1955 reverencia o famoso cientista russo.

Sogro de Aleksandr Blok

Mendeleiev teve seis filhos. Um deles, Liuba, teve uma vida interessante. Foi artista da companhia do diretor e produtor de teatro Vsevolod Meyerhold e se casou com o proeminente poeta simbolista Alexander Blok.

Publicado originalmente pela revista Argumenti i Fakti

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