Universidade russa salta 59 posições em ranking internacional

Funcionários do laboratório de de Física Nuclear Experimental da Mifi

Funcionários do laboratório de de Física Nuclear Experimental da Mifi

Pável Smertin/TASS
A Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear foi classificada em 36º lugar pelo curso de Física na avaliação da revista britânica THE. Outras duas instituições russas figuram na lista, que não inclui nenhuma brasileira.

A Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (Mifi, na sigla em russo) subiu quase 60 posições para alcançar o 36º no ranking internacional das 100 melhores instituições na área de Ciências Físicas da revista britânica de educação superior THE (Times Higher Education). A universidade ocupava o 95º lugar na avaliação referentes aos anos 2014 e 2015.

As universidades estatais de Moscou Lomonossov (MGU, na sigla em russo) e Novosibirsk (NGU, na sigla em russo) também figuram na lista atual. A MGU caiu do 56º lugar em 2014 para o 59º em 2015, enquanto a NGU caiu uma posição e ocupa, atualmente, o 86º lugar.

“A Rússia manteve seu forte desempenho nos cursos de Ciências Físicas”, disse à Gazeta Russa, Phil Baty, editor do ranking da THE. Segundo ele, porém, o progresso da Mifi é “uma conquista notável e algo que deve ser comemorado”.

As universidades britânicas de Oxford e Cambridge foram as únicas instituições não norte-americanas entre as dez melhores. O pódio é composto pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, seguido pela Universidade Stanford e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Nenhuma instituição de ensino superior brasileira ficou listada entre as 100 melhores instituições na área de Ciências Físicas da THE para 2015 e 2016.

Foco específico

O Ministério da Educação russo anunciou recentemente que que as universidades do país pretendem crescer, preferencialmente, nos rankings internacionais de cursos universitários e áreas específicas, em vez de focar rankings institucionais.

A mudança de perspectiva se deve sobretudo à estrutura organizacional diferente das instituições russas, segundo a vice-primeira Ministra russa, Olga Golodets.

“Dificilmente você encontrará universidades em outros países que ensinem exclusivamente medicina”, disse Golodets. “Já na Rússia, a maioria dos institutos médicos e das universidades são instituições autônomas.”

Por serem altamente especializadas, muitas universidades russas consideram difícil progredir em rankings institucionais, pois competem com instituições que possuem inúmeras faculdades. 

 

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