Recordista no espaço conclui simulação de descida em Marte

Simulação avalia capacidades humanas  após longo período na ausência de gravidade

Simulação avalia capacidades humanas após longo período na ausência de gravidade

Assessoria de Imprensa de Roscosmos
Recém-chegado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), Guennádi Pádalka participou da experiência ‘Constelação 5’, que estuda capacidades humanas em voos ao espaço profundo, assim como em trabalhos na superfície de Marte e da Lua.

O recordista mundial de permanência no espaço, Guennádi Pádalka, que já se ausentou da Terra por 878 dias, participou agora de uma simulação de descida de órbita em outro planeta. Trata-se de uma das fases do estudo ‘Constelação 5’, que teve início em 2013.

Pádalka, que havia retornado da ISS no último dia 12, entrou para o experimento três dias depois de pisar na Terra. A experiência foi conduzida pelo Centro de Treinamento de Cosmonautas em parceria com o Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências da Rússia.

“O objetivo da pesquisa é estudar a capacidade operacional dos cosmonautas após longo período na ausência de gravidade”, explicou à Gazeta Russa o assessor de imprensa do Instituto de Problemas Biomédicos, Oleg Volochin.

“Hoje, quando os cosmonautas descem à Terra em cápsulas, eles são puxados, analisados e levados para um compartimento de observações médicas. Mas, se pretendemos aterrissar em outro planeta, não haverá lá condições como essas.”


Pádalka já permaneceu 878 no espaço e se prepara para novos desafios Foto: Assessoria de Imprensa de Roscosmos

De acordo com os resultados preliminares do estudo, realizado na centrífuga TsF-7, a longa permanência na ausência de gravidade não afetou nenhuma das capacidades operativas de Pádalka nem sua forma de manejar a nave.

Além de Pádalka, outros oito cosmonautas já participaram da pesquisa ‘Constelação 5’, que está dividida em duas fases: a simulação na centrífuga e o trabalho na superfície do planeta.

Juntamente com cientistas norte-americanos, os cientistas russos realizam ainda um teste de campo com cada astronauta ou cosmonauta imediatamente após o pouso. Com a ajuda de sensores, eles medem a sua capacidade de realizar operações comuns, como sentar-se, permanecer de pé, agachar-se e ir até um objeto com os olhos fechados.

 

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