Smartphones podem ganhar sensor que detecta câncer e HIV

Ao contrário de tecnologias atuais, sensor é capaz de fazer leitura a temperatura ambiente e pressão normal

Ao contrário de tecnologias atuais, sensor é capaz de fazer leitura a temperatura ambiente e pressão normal

Shutterstock/Legion Media
Chip-laboratório compacto que analisa a composição química de substâncias diversas promete facilitar detecção de HIV, câncer e outras doenças. Cientista prevê aplicação de sensor em smartphones até 2025.

Os cientistas russos Dmítri Fedianin e Iúri Stebunov criaram um novo sensor caseiro que permitiria qualquer pessoa diagnosticar um câncer ou detectar a presença de vírus do HIV, da hepatite e da herpes muito antes do aparecimento dos sintomas.

De acordo com o estudo publicado na revista “Scientific Reports”, o chip determina a composição química do meio. Em caso de baixa concentração de alguma substância – por exemplo, no estágio inicial de uma doença –, bastaria a absorção de uma ou duas moléculas.

“Na detecção de alterações tão pequenas, recorremos a um circuito nanomecânico com uma sensibilidade muito alta”, explicou Fedianin à Gazeta Russa. Segundo o físico, isso possibilita detectar doenças mesmo se o sensor fizer a leitura a temperatura ambiente e pressão normal.

Para Andrêi Garaja, pesquisador e funcionário da FNKTs, principal clínica onco-hematológica da Rússia, o surgimento de minilaboratórios é só uma questão de tempo.

“É pouco provável ele venha a aparecer nos consultório, pois os médicos confiam em seus métodos laboratoriais”, diz Garaja. “Esse sensor irá revolucionar a fase anterior à consulta, quando a pessoa ainda não sabe que está doente e tem que fazer exames.”

O especialista acredita que, dentro de 10 anos, qualquer indivíduo poderá instalar um sensor desses no smartphone e monitorar as mudanças em seu próprio corpo ou no ar.

Por enquanto, o novo sensor deve passar por uma bateria de testes e ensaios clínicos, além de certificações. “Estamos agora na fase de fabricação e otimização do circuito proposto”, contou Fedianin.

As tecnologias existentes só conseguem medir o peso de uma molécula em ambientes com baixas temperaturas e no vácuo. Em condições naturais, a sensibilidade dos sensores atuais tende a diminuir.

 

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