Defeito em satélite deixa parte da Rússia sem TV

Nos primeiros minutos após o encerramento das transmissões, o satélite "Iamal-401" passou a levar sinal de TV para os espectadores Foto: PhotoXPress

Nos primeiros minutos após o encerramento das transmissões, o satélite "Iamal-401" passou a levar sinal de TV para os espectadores Foto: PhotoXPress

Mais de 13 milhões são afetados por problema técnico no "Ekspress-AM33", que cobre a Sibéria, Mongólia, Ásia Central e China.

Problemas técnicos no satélite russo "Ekspress-AM33" deixaram sem sinal os aparelhos televisores de cerca de 13 milhões de russos desde a noite dessa quarta-feira (4). Às 22:35 (horário de Moscou) o contato com o equipamento foi perdido e sua rota passou a ser desconhecida, segundo o Ministério das Comunicações da Rússia.

Restabelecida a posição do satélite, agora os técnicos tentam "reanimá-lo". "O equipamento espacial está reagindo aos comandos, passa por testes de carga, e uma série de dados matemáticos está sendo reiniciada", informou o ministério.

O órgão informou que a transmissão de todos os canais será restabelecida em 24 horas em 90% da área afetada, que abrange um total de 13,5 milhões de habitantes.  Nas localidades mais distantes, porém, o reparo só é esperado para daqui a duas semanas.

O ministério ressaltou que, nos primeiros minutos após o encerramento das transmissões, o satélite "Iamal-401" passou a levar sinal de TV para os espectadores.

"Na primeira hora [após o ocorrido], todos os canais estavam funcionando para a maior parte da população ; 90% dos espectadores ligaram imediatamente seus televisores no Primeiro Canal", lê-se em comunicado do ministério à imprensa.

O satélite foi colocado em órbita em janeiro de 2008, designado para transmissão de rádio e TV, telefonia celular e dados, e nunca tinha apresentado problemas. Sua validade inicial venceria apenas em 2018.

Os canais estatais "Rússia 1", "Cultura", "Canal 5", além da "Rádio Rússia" e Rádio Maiak" são levados à Sibéria por meio do equipamento, que cobre, além da Rússia, regiões setentrionais da Ásia Central, Mongólia e China.

 

Publicado originalmente pela agência Tass

 

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