Cientistas do Cáucaso descobrem nova galáxia

Descoberta foi feita com a ajuda do telescópio espacial Hubble Foto: Press Photo

Descoberta foi feita com a ajuda do telescópio espacial Hubble Foto: Press Photo

Galáxia anã KKS 3 é dez mil vezes menor do que a massa da Via Láctea.

Astrofísicos do Observatório Astrofísico Especial de Carachai-Circássia, na região central do Cáucaso do Norte, descobriram uma nova galáxia anã esferoidal, que foi batizada de KKs 3. A descoberta foi feita com a ajuda do telescópio espacial Hubble. Segundo os cientistas, a massa da nova galáxia é dez mil vezes menor do que a massa da Via Láctea.

“Há muito tempo que trabalhamos com o nosso telescópio terrestre BTA no Observatório Astrofísico Especial. Conseguimos tirar milhares de fotografias de galáxias próximas, ou seja, de galáxias cuja distância pode ser medida com uma precisão de até 5%”, explicou o professor Igor Karatchentsev, que liderou a pesquisa.

O telescópio BTA começou a funcionar em 1977, quando era o maior telescópio do mundo. Hoje ocupa o 18º lugar pelo diâmetro de seu espelho. Segundo Karatchentsev, foi graças aos relatórios dos programas observacionais do BTA que os astrofísicos de Carachai-Circássia se tornaram uns dos poucos cientistas russos a verem aprovado pela comissão internacional o seu pedido para usar o telescópio Hubble.

“A nossa descoberta só foi possível acontecer no Hubble, porque nele a imagem não tem trepidação, as estrelas indicadoras de galáxias são pontos claramente distintos. Todos os outros telescópios terrestres sofrem forte interferência da atmosfera”, disse Karatchentsev.

Ao longo dos últimos dez anos foram descobertas cerca de 30 anãs esferoidais graças a buscas sistemáticas nas imediações da galáxia de Andrômeda. Mais de uma dúzia dessas galáxias foram detectadas no grupo próximo do M81.

Acesso ao Hubble

O acesso ao telescópio Hubble, que foi colocado em órbita da terra pela Nasa e que serve a comunidade astronômica internacional há cerca de um quarto de século, é feito através de pedido. Cientistas de diversas partes do mundo, incluindo da Austrália, China e Rússia, entregam anualmente solicitações para poder ganhar tempo de observação no telescópio Hubble e realizar seus próprios projetos. A competição para conseguir acesso ao Hubble é muito grande: apenas um em cada sete pedidos é aprovado.

Segundo a equipe de engenheiros que testou recentemente o Hubble, ele deverá ainda se manter em funcionamento com eficácia plena por mais cinco anos. Porém, dentro de quatro anos deverá ser posto em órbita um telescópio mais poderoso, chamado James Web. O diâmetro de seu espelho será de 6,5 metros, contra os atuais dois metros do Hubble. Também a capacidade perceptiva e outros parâmetros desse novo telescópio terão uma significativa melhora.

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