Versão pesada do foguete Angará faz voo inaugural

Série de foguetes Angará deve substituir o projeto soviético Proton até 2025 Foto: Photoshot / Vostock-Photo

Série de foguetes Angará deve substituir o projeto soviético Proton até 2025 Foto: Photoshot / Vostock-Photo

Foguete lançado a partir do cosmódromo de Plesetsk, no noroeste do país, levou protótipo de satélite a bordo. Com a nova geração de foguetes Angará, país tenta não só reacender indústria espacial, como também reforçar suas capacidades de defesa.

O primeiro lançamento de testes do foguete pesado Angará-A5 ocorreu às 08:57 (horário de Moscou) de terça-feira passada (23) a partir da base de Plesetsk, na região de Arkhanguelsk.

O presidente russo Vladímir Pútin acompanhou o lançamento por videoconferência e, ao final da operação, deu os parabéns aos responsáveis pelo sucesso do voo.

“Agradeço a todos os que participaram no trabalho; engenheiros, projetistas e militares. A tarefa foi cumprida com total responsabilidade”, disse Pútin.

O Angará-A5 é capaz de colocar em órbita cargas de até 200 toneladas a uma altitude de 200 quilômetros e de 2,8 toneladas em órbita geoestacionária, a 35 mil km da Terra.

O lançamento do foguete estava previsto esta quinta-feira (25). No entanto, o Centro Khrunichev, responsável pela operação, decidiu adiantar o lançamento, sem fazer qualquer anúncio oficial sobre o motivo da mudança.

A série de foguetes modulares Angará deve substituir o projeto soviético Proton até 2025. Ao contrário deste último, que só pode ser lançado a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, os Angará serão lançados a partir de diversas bases localizadas no território da Rússia. A capacidade da nova família de foguetes deve chegar a 35 toneladas em órbita baixa.

Minuto a minuto

O primeiro estágio do foguete Angará-A5, separado do corpo principal dois minutos depois do lançamento, caiu no território da República de Comi. Dois minutos depois, foi a vez do segundo estágio cair na região de Tomsk.

Às 09:09, o motor do terceiro estágio terminou de queimar o combustível, lançando ao espaço exterior o veículo transportador Briz-M – a bordo estava um protótipo de satélite com peso de 2 toneladas.

 

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