Novo satélite aumenta precisão do sistema de localização Glonass

Embora o novo aparelho pertença à mesma série K1 que seu antecessor, lançado há três anos, trata-se de uma modificação aperfeiçoada Foto: Aleksandr Kriazev/RIA Nóvosti

Embora o novo aparelho pertença à mesma série K1 que seu antecessor, lançado há três anos, trata-se de uma modificação aperfeiçoada Foto: Aleksandr Kriazev/RIA Nóvosti

No início do mês, o foguete transportador Soiuz-2.1b colocou em órbita o satélite Glonass-K1. Este já é o segundo instrumento de terceira geração do sistema russo de navegação global por satélite Glonass.

O Glonass-K se diferencia dos aparelhos da geração anterior por possuir uma vida útil maior (10 anos em vez de sete) e massa uma vez e meia menor. Entre as demais inovações, estão baterias solares mais eficientes e um conjunto de equipamentos de bordo do sistema internacional de busca e salvamento Cospas-Sarsat.

Embora o novo aparelho pertença à mesma série K1 que seu antecessor, lançado há três anos, trata-se de uma modificação aperfeiçoada, em cuja elaboração foram considerados os resultados dos testes de voo do primeiro satélite.

As características do sistema permitem aumentar significativamente a eficiência de funcionamento dos lasers terrestres que determinam com alta precisão a distância até os satélites de navegação Glonass. Isso irá conferir maior credibilidade aos dados recebidos.

Os satélites de terceira geração Glonass-K garantem ainda uma navegação com qualidade de 2 a 2,5 vezes mais alta, sobretudo quanto à determinação da localização. No caso de usuários civis, o grau de confiabilidade chegará de 2,5 a 2,8 m.  

Glonass vs GPS

Atualmente, apenas o Glonass e o GPS fornecem soluções de problemas tanto na esfera da defesa, quanto aos usuários civis – ambos com alcance global. O acesso aos sinais de navegação dos dois sistemas está disponível sem custo nem restrições.

No entanto, o Glonass ainda é inferior ao GPS no que se refere à precisão na hora de terminar a localização. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Monitoramento e Correção Diferencial (SDKM, na sigla em russo), em 2012, os erros das definições de navegação do sistema russo em relação à latitude e longitude variavam de 3 a 6 metros. Porém, naquela época, a constelação do aparato russo contava somente com 8 satélites.

O lançamento do Glonass-K a partir do cosmódromo de Plesetsk foi a quinta missão com o objetivo de desenvolver o sistema Glonass. Agora, a formação do grupo de navegação orbital está praticamente concluída.

 

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