Novo sistema de monitoramento do espaço entrará em serviço em dezembro

Sistema atualizado será capaz de identificar objetos até três vezes menores do que os detectados atualmente Foto: TASS

Sistema atualizado será capaz de identificar objetos até três vezes menores do que os detectados atualmente Foto: TASS

Forças de Defesa Aeroespacial concluíram os testes do sistema optoeletrônico Oknó. Expectativa é que equipamentos modernos potencializem a detecção de objetos espaciais em órbitas elevadas, além de ajudar no processamento de dados.

Depois de passar por uma atualização, o sistema optoeletrônico Oknó entrará em serviço nas forças militares a partir de 1º de dezembro. No total, quatro novas estações optoeletrônicas serão acrescentadas à estrutura já existente, com o objetivo de registrar e coletar dados em um banco de informações sobre o espaço.

De acordo com o coronel Aleksêi Zolotpúkhin, porta-voz das Forças de Defesa Aeroespacial do Ministério da Defesa, o sistema aperfeiçoado “vai potencializar a detecção de objetos espaciais em órbitas elevadas, além de ajudar no processamento de dados e aumentar a taxa de transferência do Oknó”.

A instalação de um equipamento de detecção de última geração, combinado com recursos de computação nacionais, também eliminará a dependência de componentes estrangeiros. Até então, objetos que se encontrassem em órbitas elevadas não eram detectados pelos radares nacionais.

No entanto, a versão atualizada do Oknó será capaz de detectar e monitorar objetos espaciais no intervalo de 2.000 a 40.000 km de altitude (até às órbitas geoestacionárias).  A eficácia do sistema também se deve à sua capacidade para trabalhar em regime automático, sem operadores, transmitindo informações sobre novos objetos em tempo real.

A varredura do céu será realizada com telescópios óticos e análise simultânea das informações recebidas por sistemas de informática, que filtram as estrelas conforme os parâmetros de velocidade, luminosidade e trajetória. Os demais dados são retirados da equação, monitorados e registrados, mantendo os parâmetros das órbitas dos satélites. Atualmente, o banco de dados do Oknó guarda informação de 9.000 objetos espaciais.

Até 2018 serão implantados mais de 10 desses novos sistemas de observação do Espaço. Os primeiros deles serão construídos nas regiões de Altaíe Primórie.

Visibilidade

A escolha do local para a instalação do sistema optoeletrônico nas montanhas de Sanglok, a 2.200 metros acima do nível do mar, não foi por caso. Como o céu nessa região jamais fica nublado, isso torna a observação do espaço cósmico muito eficaz.

“Sem dúvida que, pelo número de horas de noites sem nuvens, Nurek [no Tadjiquistão, onde está baseado o sistema] pode ser considerado um dos melhores lugares do mundo. Na Rússia, não existem locais como esse”, diz Nikolai Nestetchuk, diretor do Centro de Controle Espacial.

Apesar de o Oknó estar operando desde 2002, a questão em torno da propriedade do sistema só foi resolvida em 2004, durante a visita de Vladímir Pútin ao Tadjiquistão. Em 2005, após procedimentos jurídicos, o complexo do sistema Oknó passou a ser propriedade da Rússia.

 

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