Marinha russa receberá versão naval do sistema antiaéreo Pantsir

O Panstir-M não será o único sistema operacional antiaéreo moderno em operação na Marinha russa Foto: Press Photo

O Panstir-M não será o único sistema operacional antiaéreo moderno em operação na Marinha russa Foto: Press Photo

Mais moderno que o atual sistema, o Panstir-M entrará em serviço em 2016.

A Marinha da Rússia planeja receber em 2016 a versão naval do novo sistema de artilharia antiaérea Pantsir-M, que irá substituir o sistema Kortik, conhecidos no exterior como Kashtan. O Panstir-M é mais leve, compacto e eficiente do que seu antecessor e foi desenhado para ser instalado nos navios modernizados da frota russa. Especialistas afirmam, no entanto, que ainda não há perspectivas de exportação do novo sistema.

Recentemente, militares da Marinha da Rússia completaram o ciclo de testes operacionais do sistema de defesa antiaérea Pantsir –M, e o contrato de fornecimento já foi assinado pelo Ministério da Defesa, segundo afirmou a companhia estatal russa Rostech.

Exterminador de mísseis

A empresa russa Tula Instrument Design Bureau (KBP), parte da holding Visokotótchnie Kómpleksi, que atua sob direção da Rostech, vem trabalhando há anos no desenvolvimento da versão naval do conhecido sistema de artilharia antiaérea terrestre Panstir - S1. A versão terrestre do sistema foi desenhada para combater mísseis de cruzeiro, veículos aéros não tripulados, aviões a até 15 km de altura e alvos terrestres a uma distância de 20 km e é equipada com canhões e mísseis que atingem uma velocidade de até 1.300 metros por segundo. O projeto da versão naval, sob denominação Pantsir – ME, foi lançado em 2011.

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“O novo Panstir-M veio substituir o ultrapassado sistema antiáereo Korkit. Ele é mais leve, compacto e eficiente, no entanto mantém a mesma vantagem do seu antecessor: a combinação de dois tipos de armamentos - mísseis e canhões –, que se complementam e proporcionam uma linha de defesa ampla até os limites mais próximos do objeto a ser defendido”, afirmou à Gazeta Russa o especialista em sistemas antiaéreos Said Aminov.

“O armamento mais perigoso que um navio de guerra pode enfrentar na atualidade é o míssil antinavio que, voando rente às águas a uma alta velocidade, pode perfurar uma defesa antiaérea composta somente por mísseis. Levando isso em conta, o Pantsir-M é equipado com dois canhões de alto calibre, capazes de combater mísseis que alcançaram a última linha de defesa do navio”, disse o especialista.

A principal vantagem que o Pantsir-M apresenta em relação ao Kortik é a sua capacidade de lidar com múltiplos alvos, empregando simultaneamente seus canhões e mísseis.

 Poderoso, mas não único

O Panstir-M não será o único sistema operacional antiaéreo moderno em operação na Marinha russa. Atualmente está em fase final de testes o sistema antiaéro Palash, cuja versão de exportação denomina-se Palma. O novo sistema será empregado nas novas fragatas Project 22350 e em outros navios de combate da marinha.

O sistema Palash é menos poderoso do que o Pantsir-M. O alcance nominal dos mísseis deste é de 20 km em oposição aos 6 a 8 km do primeiro. No entanto, os dois canhões de 30 mm que equipam ambos os sistemas são os mesmos que compunham o Kashtan. O sistema Palash foi instalado nas corvetas da classe Gepard (Project 11661), feitas pelo Vietnã.

Perspectivas de exportação

A Rostech publicou em seu site a informação, fornecida pelo diretor da companhia, Dmitri Konoplev, de que o Pantsir-M será instalado em diversas fragatas e outros navios de combate da Marinha russa. Os trabalhos de integração já estão em andamento.

Aminov explicou à Gazeta Russa que o Pantsir-M, desde sua criação, foi projetado para ser utilizado nos grandes cruzadores, destróiers e fragatas da Marinha. Apesar de haver certa facilidade de utilizar as instalações do sistema Kortik, é necessário um amplo trabalho de integração do armamento com os sistemas embarcados, principalmente os sistemas eletrônicos de comunicação.

Se o contrato de fornecimento à Marinha já é tido como fato concreto, o mesmo não se pode falar sobre as exportações do sistema. Conforme relatado à Gazeta Russa pela empresa estatal russa Rosoboronoexport, apesar de o sistema ter completado recentemente o ciclo de testes operacionais, a possibilidade de exportação ainda não foi cogitada.

 

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