Demanda por fuzis Kalashnikov cresce nos EUA após anúncio de sanções contra a Rússia

O novo pacote de sanções inclui a proibição da importação por empresas e consumidores americanos de produtos da marca Kalashnikov Foto: ITAR-TASS

O novo pacote de sanções inclui a proibição da importação por empresas e consumidores americanos de produtos da marca Kalashnikov Foto: ITAR-TASS

Consumidores americanos temem que a imposição de novas sanções possa até mesmo encerrar a importação das armas.

A demanda por fuzis Kalashnikov aumentou consideravelmente nos Estados Unidos logo após o anúncio de novas sanções contra a Rússia, impostas na última semana pelo governo americano. Moradores de vários Estados americanos acreditam que com as novas sanções os preços dos fuzis irão subir significativamente e sua importação pode até mesmo ser encerrada no país.

O novo pacote de sanções inclui a proibição da importação por empresas e consumidores americanos de produtos da marca Kalashnikov, cuja detentora é a empresa estatal russa Rostech. A comercialização e o uso das armas que já se encontram no território americano ainda estão permitidos. Tendo em vista esta situação, moradores de vários Estados iniciaram uma grande busca por fuzis desta tradicional marca russa, pois acreditam que logo não restarão mais exemplares à venda.

“Nós somos um dos representantes da marca Kalashnikov e todos os produtos estão sendo muito procurados e vendidos”, relatou o porta-voz da rede de lojas de armamentos K-Var Corporation, Robert Keller. Segundo ele, a empresa tinha um estoque relativamente grande destas armas que foi inteiramente vendido. A empresa tem planos de adquirir mais exemplares que estão estocados por outros fornecedores localizados nos Estados Unidos. O representante ainda afirmou que, devido ao aumento da popularidade dos fuzis da marca Kalashnikov, também subiu a procura por outras armas semelhantes.

O fuzil russo e suas inúmeras versões são considerados as armas mais populares do mundo. De acordo com a empresa Rostech, mais de 100 milhões de unidades já foram produzidas nos últimos 65 anos.

 

Publicado originalmente por Vzgliad e ITAR-TASS

 

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