“Mochilas reativas” vão reforçar segurança de cosmonautas no espaço exterior

Sistema providencia volta do cosmonauta à estação apertando apenas um botão Foto: Roscosmos

Sistema providencia volta do cosmonauta à estação apertando apenas um botão Foto: Roscosmos

Os engenheiros russos estão desenvolvendo uma mochila reativa que permitirá o deslocamento dos astronautas no espaço, providenciando a sua volta imediata a nave espacial em caso de qualquer imprevisto.

O projeto inédito da fabricante de equipamentos espaciais Zvezda, chamado de “mochila reativa”, apresenta meios de salvamento capazes de devolver o astronauta ou cosmonauta à nave ou estação espacial em caso de afastamento excessivo do ponto de controle.

As situações de estresse costumam prejudicar o raciocínio dos astronautas, impossibilitando a orientação no espaço, realização de cálculos necessários e controle sobre o equipamento complexo. Mas o sistema automático de salvamento mochila providencia a volta do seu portador à estação apertando apenas um botão.

O equipamento, que é semelhante a uma mochila comum, prende-se no escafandro Orlan-MK e é movido por 16 motores reativos com barras e controles especiais. O protótipo será testado no simulador terrestre da empresa até o final do ano.

Novidade, mas nem tanto

Apesar de considerado inovador, o conceito do equipamento não é uma novidade para a própria Zvezda, de onde saiu o aparelho destinado ao deslocamento e manobras dos astronautas da estação Mir e do navio espacial “Buran”.

Equipado com motores a ar comprimido que funcionavam por até seis horas em regime autônomo, esse aparelho incluía os mecanismos de reserva para todos os seus sistemas.

A primeira moto espacial utilizada na patrulha da estação espacial “Mir” foi testada pelo piloto Aleksandr Serebrov, também Herói da União Soviética, em um voo que durou 40 minutos e incluiu a realização das manobras como o afastamento e acoplamento à estação.

“O coeficiente de atrito nas condições de imponderabilidade é diferente do observado na superfície terrestre. Em vez de 25 metros estipulados pela equipe, me afastei da estação a 30 metros, deixando os especialistas do Centro de Controle de Missão que acompanhavam o processo muito preocupados”, recordou Serebrov.

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