Empresas investem em tecnologias simples para ajudar pacientes

Para atingir o sucesso na área de saúde digital na Rússia é preciso ocupar posições rentáveis ​​e esperar Foto: Shutterstock

Para atingir o sucesso na área de saúde digital na Rússia é preciso ocupar posições rentáveis ​​e esperar Foto: Shutterstock

De acordo com os resultados finais de 2013, as empresas norte-americanas que operam nessa área atraíram quase US$ 2 bilhões em investimentos de capital de risco. Decidimos descobrir como os líderes e os novos participantes conseguem ganhar em saúde digital na Rússia.

O sucesso de representantes das empresas start-up russas  na área de saúde digital parece bem modesto em comparação com o das americanas.

"Projetos na área de medicina exigem funcionamento de longo prazo e estabilidade de empresas e investidores. O clima de investimento na Rússia poderia ser melhor. Eu acho que os Estados Unidos têm sido e continuam sendo os líderes", explica o representante da empresa de capital de risco e sócio do fundo Bright Capital, Iliia Pavlov.

No entanto, existem projetos interessantes. O Fundo Bright Capital já investiu duas vezes (US$ 1 milhão no verão de 2012 e US$ 3 milhões na primavera de 2014) no projeto O Médico no Trabalho. Stanislav Sazhin, um dos fundadores e CEO do projeto, diz que ele foi criado junto com o parceiro Facebook Para os Médicos.

Hoje, essa rede social incorpora mais de 200 mil especialistas na Rússia e no exterior.

"Durante a registro de candidatos,  nós verificamos todos os dados, seus diplomas e ligamos no lugar de seu trabalho", diz Sazhin. O projeto Doutor no Trabalho ganha graças à publicidade de medicamentos. Segundo Sazhin, a empresa start-up assinou contratos com 13 das 20 principais empresas internacionais de farmacêutica. A receita da rede social em 2013 foi equivalente a US$ 1,5 milhão, o lucro líquido, US$ 500 mil.

O equivalente russo do projeto americano Practice Fusion, a empresa de serviço  de fluxo eletrônico de documentos Medesk, teve apenas US$ 300 mil de receita em 2013. A Medesk ganha com a venda de serviços para clínicas. Hoje em dia,  a empresa inclui cerca de 1.000 médicos de 25 clínicas que prestam serviço para mais de 1.000 pacientes. Até o final de 2014, os fundadores do projeto pretendem atingir receita de US$ 900 mil.

O sistema automatizado online "Norma Sakhara" (limite de açúcar), que ajuda no controla de pacientes que sofrem de diabetes, em dois anos atraiu cerca de US$ 1 milhão de investimentos, mas por enquanto não se desenvolve muito rápido. Em entrevista a "Secret Firmi" (Segredo da Empresa), o CEO da "Norma Sakhara", Aleksander Podgrebelni, admitiu que agora o serviço tem apenas 7.500 usuários registrados e 44 endocrinologistas, que realizam consultas online. Podgrebelni acredita que o projeto tem um grande futuro.

"Temos o público inicial e estamos crescendo gradualmente. Mas o mais importante é que a ‘Norma Sakhara’  tornou-se padrão para o atendimento e tratamento de pacientes com diabetes em vários grandes centros médicos estatais da Rússia."

Ocupar posições

Para atingir o sucesso na área de saúde digital na Rússia é preciso ocupar posições rentáveis ​​e esperar.

“Hoje em dia, nos EUA, o prêmio por um início bem sucedido é muito mais elevado do que em qualquer outro lugar, mas a concorrência lá é também maior. Na Rússia, há uma chance de lançar qualquer projeto, pois quase não há concorrentes", diz Sazhin.

De acordo com o investidor da "Norma Sakhara", Arcadi Moreinis, as empresas start-up de saúde digital tanto na Rússia quanto no mundo estão se desenvolvendo mais devagar do que as empresas de outros tipos.

"Seu desenvolvimento pode ser descrito pela cronograma de  ‘taco de hockey’: no começo, a linha sobe muito devagar e depois passa uma curva e, em seguida, sobe rapidamente. Nos Estados Unidos, a decolagem já ocorreu, enquanto na Rússia isso ainda não aconteceu”, explica Moreinis.

“Mas já em alguns anos as empresas start-up na área de medicina serão mais conhecidas e começarão a ganhar bem.”

Outras quatro start-ups russas famosas ​​em saúde digital:

VitaPortal

O recurso médico VitaPortal dá acesso a informações sobre medicina e farmacêutica para o público mais amplo. Todos os materiais, antes de ser publicados, são verificados por médicos. O  VitaPortal foi lançado em maio de 2011 com apoio da empresa de investimento Fast Lane Ventures. Os investimentos iniciais na empresa atingiram mais de US$ 1 milhão.  No momento, a rentabilidade se dá por meio da publicidade e do apoio de patrocínios de fabricantes de medicamentos e produtos de saúde.

"Knopka Zgizni" (Botão de vida)

"Knopka Zgizni" é o alarme médico que ajuda idosos e pessoas com deficiência física a chamar a assistência de emergência. Há duas opções: a primeira  é um telefone com o botão SOS com determinação de localização por GPS, que está ligado a um centro de chamadas de 24 horas com médicos-operadores; a segunda opção é uma pulseira especial com o botão de SOS com o sensor que reage em caso de queda  e com o sistema de voz alta. O projeto conseguiu atrair US$ 980 mil e agora os telefones com botão de vida  são vendidos em quase toda a Rússia .

Med-Room.com

O projeto de Novosibirsk Med-Room.com copiou o modelo de negócios de duas empresas análogas estrangeiras de sucesso: o registro eletrônico e o sistema  de comparação dos serviços médicos. A versão de teste do site pode encontrar a clínica privada ou o médico mais próximo, comparar o custo dos serviços e  procurar o tempo mais conveniente para marcar uma consulta. A empresa opera apenas na esfera da medicina privada: 60% são clínicas odontológicas e 15% são instituições multidisciplinares.

“Mir Vratcha”  (Mundo do médico)

O portal "Mir Vratcha" é semelhante a uma rede social para  médicos. No entanto, ao contrário das redes, o projeto tem  sistema adicional para o trabalho do médico, como por exemplo calculadoras médicas interativas, dados sobre pesquisas medicinais,  banco de dados de medicamentos e orientações clínicas. A empresa startup trabalha em colaboração com a japonesa M3 Inc.

 

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